José Mourinho analisou a vitória do Benfica sobre o Sporting. O treinador encarnado respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
O Benfica venceu o Sporting por 2-1 no Dérbi que marcou a 30.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio de Alvalade e, no final do encontro, teve a possibilidade de colocar uma questão a José Mourinho, treinador encarnado.
Infelizmente, não nos foi concedida a possibilidade de colocar uma questão a Rui Borges, técnico leonino.
Bola na Rede: O Benfica geralmente aposta numa marcação zonal. Hoje reforça o meio-campo com o Barreiro, o Aursnes e o Ríos com referências posicionais muito claras, embora nem sempre a perseguir os jogadores do Sporting. O que pretendia com a aposta neste meio-campo e estrategicamente, para lidar com os médios e o Trincão no Sporting?
José Mourinho: Há duas coisas distintas, uma é a pressão alta e a outra é baixar o bloco. Com bloco baixo, o que queríamos fazer com o Ríos e o Aursnes era controlar o jogo entrelinhas quando aparece o Pote e o Trincão, mas também acompanhar os movimentos em profundidade que o Sporting faz melhor do que ninguém. O Sporting tem 4,5,6 jogadores que atacam a profundidade e eu queria que os nossos médios controlassem esses movimentos profundos. Para o fazer, precisava de um outro médio que, quando o bloco baixava e esses jogadores saiam na profundidade, me fechasse a zona central de maneira a que, quando o bloco estivesse baixo, estivéssemos sempre compactos. O Rafa e o Sudakov são dois “dezes” – desculpa lá a bacurada – que não o fazem por natureza. Fazem pressão na frente, mas não controlam o que está por trás. O Barreiro faz. Foi assim, a jogar naquela posição, que foi crescendo no início da minha chegada e sabia que o ia fazer muito bem. Mesmo empatado, não quis mexer na organização, mas sim nos três da frente. Acho que é aí que conseguimos virar o domínio do Sporting, ao inverter o papel do atacante. Em vez de ser um atacante para atacar profundidade, é um atacante de baixar e dois alas. Correu bem, podia ter corrido mal, mas correu bem.
