Leonardo Jardim desiludido com a primeira parte do Flamengo: «Quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra no quadro: agressividade»

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Após o empate a uma bola entre Flamengo e São Paulo, Leonardo Jardim analisou a partida e explicou a ausência de Léo Ortiz.

No domingo passado, o Flamengo não foi além do empate a uma bola na receção ao São Paulo, num encontro relativo à 20.ª jornada do Brasileirão. Após o encontro, Leonardo Jardim começou por lamentar o baixo nível de intensidade do mengão durante os primeiros 45 minutos:

«Acho que na primeira parte foi pouco dinâmica, lenta na construção. Permitimos o adversário a ocupar os espaços. Precisávamos mudar a nossa atitude e sermos mais rápidos. Na segunda parte, isso aconteceu. Mas foi um jogo de detalhes. Nós dominamos, mas três centímetros do pé do Wallace Yan o golo foi anulado. O detalhe também do jogador (do São Paulo), que o árbitro não deu penálti, e em muitos lances será penálti no Brasileirão. E o detalhe do golo deles, o único remate à baliza. Faltou pressão ao portador da bola e a linha defensiva baixou de forma lenta, permitindo colocar a bola entre o guarda-redes e a linha».

De seguida, o técnico português revelou a mensagem que passou aos seus jogadores durante o intervalo:

«Quando cheguei ao intervalo, escrevi uma palavra no quadro que temos dentro do nosso balneário: agressividade. Agressividade com a bola. Analisou muito bem esse lance, porque foi justamente o exemplo que utilizei para falar sobre agressividade com a bola. Nós circulávamos a bola, mas precisávamos ter agressividade para conduzi-la para a frente, criar desequilíbrios e depois soltar os jogadores».

Ainda sobre o desempenho do Flamengo na primeira parte, Leonardo Jardim acrescentou:

«Circulávamos a bola, mas apenas passávamos de um jogador para o outro. A bola ia para a direita, voltava novamente para trás e, muitas vezes, acabávamos até por facilitar a pressão do São Paulo. A partir do momento em que começamos a ter essa agressividade e a conduzir a bola para a frente, o São Paulo, mesmo pressionando de um lado, já não conseguia se equilibrar do outro. Foi aí que começamos a ter um poder ofensivo maior».

O técnico madeirense explicou também a ausência de Léo Ortiz na convocatória:

«Eu acho muita graça às muitas perguntas sobre o Ortiz. É um jogador que fez dois treinos, e acho que pessoas como vocês, que são entendidas de futebol, consideram normal um jogador fazer dois treinos e voltar a ser opção para um jogo? Eu acho que não. É um jogador importante, o risco de lesão é grande e, se arriscássemos nessa situação, seríamos incompetentes naquilo que é a gestão. Mas, com certeza, há pessoas que acham que, no futebol, nem sequer é preciso treinar. O jogador vem de férias, começa a jogar e está tudo certo. Mas, perante as minhas orientações e a minha forma de trabalhar, isso normalmente não acontece. Verificamos que até os jogadores que vieram da seleção, já com algum treino, apresentaram dificuldades. O Léo Pereira, no último jogo, já teve dificuldades e precisou sair. Acho que já estava com problemas. O Alex também apresentou algumas dificuldades»

Leonardo Jardim refletiu também sobre as oportunidades oferecidas ao jovem formado no Flamengo, Lorran:

«Com certeza que é um jogador que nós estamos a dar algumas oportunidades, e estas oportunidades se criaram por termos alguns extremos lesionados, temos outros que foram para a seleção, foi o caso do Carrascal, foi o caso do Plata, como a causa da lesão da Arrascaeta, tivemos que migrar um pouco para as zonas interiores, por isso alguma carência nesse setor do campo, em que nós vamos tentando ultrapassar com o lançamento de jovens ou experiências como outras».

Lembrando as situações de Gonçalo Plata e Luiz Araújo, o treinador abordou a falta de opções para as posições de extremo:

«Meus amigos, se não treinarmos e não houver uma evolução física rápida, não há milagres. Mas, com certeza, vocês têm a vossa opinião. Em relação à segunda questão, estamos carentes na posição de extremo, não é? Temos o Plata de fora e o Luiz Araújo de fora. São dois jogadores importantes para nós. Para refrescar a equipa, não tínhamos mais nenhum ponta além do Cebolinha e do Lino, que tive de voltar a puxar para a ala. Por isso, acho que nem sequer é uma questão de opção. É uma questão de viabilidade dentro daquilo que temos. Nem na equipa de Sub-20 temos um extremo que possa nos ajudar. Se ele fosse a minha opção, se eu achasse que era a melhor opção para o momento, teria iniciado o jogo. Não teria começado o Lorran, que é o nosso jovem da formação».

Leonardo Jardim, Flamengo
Fonte: Flamengo

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