Luis Enrique analisou a final da Champions League. PSG venceu Arsenal nos penáltis e é bicampeão continental.
Luis Enrique fez a análise da final da Champions League ganha pelos parisienses. Depois de um empate por 1-1 ao final dos 120 minutos, o PSG venceu o Arsenal por 4-3 nos penáltis e conquistou a prova pela segunda vez na sua história, ambas de forma consecutiva.
O técnico espanhol começou por abordar a vitória em penáltis, relembrando as críticas que recebeu quando perdeu dessa forma frente a Marrocos, ainda enquanto selecionador espanhol:
«Perdi o jogo de Marrocos contra a Espanha, e foram por isso que me criticaram tanto. Quando se chega aos penáltis, depende da qualidade dos jogadores, não é sorte; depende da qualidade dos guarda-redes e, depois, do acaso. Uma série de penáltis não vai alterar nem o desempenho do Arsenal nem o nosso».
De seguida, refletiu sobre os 120 minutos de jogo:
«Foi muito, muito difícil. O Arsenal é uma equipa muito competitiva, uma equipa que demonstrou ter perdido muito pouco esta época. Começaram o jogo da melhor maneira possível, com um pouco de sorte precisamente naquilo que é decisivo numa final: marcar o primeiro golo».
Luís Enrique destacou o peso histórico da revalidação do título europeu:
«E foi difícil, foi uma verdadeira luta. Mas enfim, em Paris estamos no auge e isso faz bem de vez em quando. Como só vi o Real Madrid fazer isto, não faço ideia de como é. A primeira foi histórica, a segunda vai ser ainda mais. O PSG é uma equipa que precisava de entrar no grupo das melhores equipas, agora já estamos lá e não queremos sair. Queremos continuar a identificar-nos por uma forma de jogar que agrada às pessoas».
Relativamente às dificuldades que o PSG foi sentindo ao longo do jogo, referiu:
«Quando se joga contra o Arsenal, se tentarmos avançar pelo corredor central, estamos perdidos. Era algo que tínhamos discutido antes do jogo e acabámos por ir por lá demasiadas vezes, devido à frustração de termos sofrido o golo. Na segunda parte, tentámos corrigir isso e acho que conseguimos aparecer mais na área. (…) Este tipo de jogos é controlado por quem está a perder, não por quem está a ganhar; e, nesse sentido, estamos muito habituados a jogar contra equipas que se fecham na defesa. Mas isto é outro nível, eles tiram partido de qualquer jogada, de qualquer falta, de qualquer momento. É muito frustrante jogar assim, mas acho que merecemos ganhar esta final; o Arsenal também teria merecido, não vou enganar-te. Mas acho que o que fizemos ao longo da época é algo notável e estamos muito contentes».
Por fim, deixou elogios a Mikel Arteta e à equipa técnica do Arsenal, reforçando que cada equipa tem a sua forma de jogar e atingir os objetivos:
«No futebol, conhecemo-nos todos. Tenho um grande respeito pelo Mikel, claro; pelo Gaby Heinze, que foi meu jogador, e pelo Arsenal enquanto clube. Mas cada um tenta levar o jogo para o seu terreno, para onde se sente mais forte. Nesse caso, tentamos que, quanto mais tempo de jogo efetivo houver, melhor para nós, e acho que também tentamos tirar partido das qualidades que temos. Mas tudo é respeitável».

