Luís Freire concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede. O selecionador dos sub-21 falou na relação com a seleção A.
O Bola na Rede entrevistou em exclusivo Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal. O treinador falou na relação entre os sub-21 e a seleção principal e recusou padrões ou semelhanças no estilo de jogo.
«São dois espaços que trabalham juntos, que são ligados e que querem também proximidade. E é importante haver essa proximidade entre a seleção A e a Sub-21. O mister [Roberto] Martínez e a equipa técnica têm sido fantásticos no apoio que dão à nossa equipa e no acompanhamento que fazem. Muito, muito, muito próximos. Acredito que isso tem sido uma mais-valia para nós, essa comunicação. Mas não há aqui comparações. Aqui tenta-se dar o máximo para uma geração que está no seu momento de sub-21. Lá é o alto patamar do nosso futebol. Nós aqui queremos prepará-los em tudo para podermos ir vendo estes jovens na seleção A. Com mais velocidade ou menos velocidade, isso vai ser natural».
«Não faz sentido haver esse tipo de padrões nem de semelhanças, na minha opinião. Há um estilo de jogo português, que é transversal, dos sub-15 à seleção A e que é facilmente identificável. Uma equipa que quer atacar, quer marcar golos, quer ser ofensiva, quer ter maior domínio, porque tem talento, tem qualidade e tem jogadores para isso também. Queremos que as relações tenham isto. A seguir, as gerações têm os seus pontos fortes. Se eu tiver três pontas de lança a jogar a um nível Champions, eu tenho que jogar com um ou com dois na minha geração. Se eu tiver quatro extremos a jogar Champions, os extremos são importantes por fora. Penso que já me fiz entender. Se eu tiver uma geração com quatro centrais a jogar competições europeias constantemente e dos melhores da Europa, se calhar tenho que jogar com dois ou com três. Se calhar tenho que ir ao terceiro. É beneficiar o talento que temos. Beneficiar, dar palco ao talento que temos. Esse é o nosso objetivo. É formar para todas as posições, mas beneficiando aquelas que ainda têm mais talento».
Lê toda a entrevista de Luís Freire.

