Nuno Dias respondeu, em conferência de imprensa, a uma pergunta do Bola na Rede, após a vitória por 8-2 frente ao Benfica.
O Sporting venceu o Benfica por 8-2, no jogo 2 da final do campeonato, disputado no pavilhão João Rocha. Nuno Dias respondeu a uma questão colocada pelo Bola na Rede em conferência de imprensa.
Bola na Rede: No jogo 1 disse que faltou eficácia. Hoje o Sporting marcou oito golos. O que é que mudou em três dias? Foi sobretudo a finalização ou houve uma alteração do plano de jogo?
Nuno Dias: A eficácia na primeira parte foi ao nível do que fizemos no jogo 1. O número de oportunidades que criamos foi ao nível do que fizemos no jogo um. Naquilo que diz respeito à quantidade de vezes que tivemos na cara do Léo, a quantidade de vezes que tivemos situações claras com baliza para finalizar. que não conseguimos marcar e se tivéssemos marcado o resultado ao intervalo, teria sido bem mais dilatado do que aquele que estava de 2-1. Não fomos, não fomos. E eu acho que o que aconteceu foi que depois na segunda parte melhoramos essa eficácia e conseguimos marcar e conseguimos dilatar para dois, três golos de diferença. E aí acho que a ansiedade diminuiu, a segurança como fizemos as coisas foi maior. Não acho que acima de tudo a ansiedade na hora de finalizar procurarmos melhor a finalização, procuramos melhor o colega se tínhamos que procurar, procuramos a melhor finalização que tínhamos que procurar e mesmo assim ainda continuamos a desperdiçar, mas fizemos bastante, acertamos melhor na baliza também e acho que melhoramos esse aspeto. Não houve aqui nenhuma magia, nem houve aqui nada de extraordinário que se tenha feito. Não fizemos nada de extraordinário de sexta até hoje. Não houve aqui nenhuma magia, nem houve aqui nenhuma forma mágica para marcarmos mais golos do que tínhamos feito. Porque é difícil produzir em treino situações de finalização reais, aquilo que acontece em jogo. Os adversários no treino são outros, a ansiedade é outra, a pressão é outra, a emoção é outra. Podemos melhorar o gesto técnico, mas tudo aquilo que tá à volta do gesto técnico que envolve o homem, a pessoa e o atleta é difícil de produzir e conseguimos melhorar. Eu acho que, com o avanço do resultado, conseguimos nos tornar menos ansiosos e mais frios e se calhar a encontrar a melhor situação.

