Pep Guardiola realizou a antevisão ao Arsenal x Manchester City na final da Taça da Liga Inglesa, destacando a ‘fome’ de títulos dos gunners.
No próximo domingo, o Manchester City vai enfrentar o Arsenal na final da Taça da Liga Inglesa, em Wembley. Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro, Pep Guardiola começou por refletir sobre o peso que o resultado deste jogo pode ter na corrida ao título da Premier League:
«Não sei. É claro que ganhar ajuda, simplesmente por ser uma vitória. Podemos ganhar o jogo de domingo e, depois, na liga, passar pelo contrário. Aprendi que, em muitas competições, com pouco tempo de recuperação, quando se concilia a Liga dos Campeões com a Taça de Inglaterra, a Taça Carabao e a Premier League, é preciso ter a capacidade de esquecer e seguir em frente, tanto nos momentos bons como nos maus».
O técnico catalão relembrou a conquista do troféu em 2018 numa final também diante dos gunners, descrevendo a importância da consistência:
«Lembro-me da primeira vez que ganhámos a Taça Carabao; foi o nosso primeiro título desde que aqui chegámos. Podes ganhar um troféu e depois desaparecer durante os próximos quatro ou cinco anos. O que mais me impressiona, há muitos, muitos anos, é a consistência com que jogávamos a cada três dias. Agora é o Arsenal, especialmente nesta época, que se mostra consistente nos hábitos e em todos os processos (necessários) a cumprir. Isso é o mais importante. Ganhar um título, um troféu, e depois podes desaparecer. Nós não fizemos isso».
De seguida, descreveu os pontos fortes do Arsenal, comandado por Mikel Arteta:
«Eles controlam muitas coisas, muitos aspetos do jogo. O ânimo resultante de tantos anos sem vencer dá-lhes agora aquele impulso, e nota-se uma solidariedade em todos os aspetos. Controlam quando defendem em profundidade, quando estão mais avançados, na construção do jogo, nos passes longos e nas segundas bolas, tantas coisas boas. Uma equipa excecional e um grande desafio para nós, para vermos o nosso nível».
Abordou ainda o facto de se tratar da 22.ª presença em Wembley desde que assumiu o cargo no Manchester City:
«We have a lot of games, a lot of competitions. Psychologically we have to be prepared in the good moments and continue in the bad moments, continue and go to the next one. Always there are learnings, in victories and defeats, and we have the opportunity 22 times to go to Wembley. Being there is an honour, and a big challenge».
Por fim, garantiu que James Trafford será o guarda-redes titular, à frente de Gianluigi Donnarumma, como tem acontecido nesta competição, abordando também a atitude do inglês:
«Sim, será titular. (…) Ótimo. Não há nada a dizer. Os jogadores podem estar contentes ou descontentes. É o que é. Temos de estar aqui, dar o nosso melhor e, depois, veremos o que acontece no final da época. O importante é que estejam preparados».

