Rio Ferdinand comentou a gestão de Cristiano Ronaldo no Mundial. O inglês revelou que ajudou no regresso ao Manchester United.
O antigo capitão do Manchester United, Rio Ferdinand, abordou a gestão de Cristiano Ronaldo no Mundial 2026 e considerou que o avançado não deveria ser sempre titular. O ex-defesa inglês defendeu que Roberto Martínez deveria substituir o internacional português por volta dos 70 minutos para o poupar, sublinhando a importância da comunicação prévia. O ex-jogador criticou a gestão no jogo frente ao Uzbequistão:
«A forma como se apresentam estas situações ao jogador determina como ele as recebe. Se não se discutir com alguém como o Cristiano, conhecendo o seu temperamento, e o tiras aos 70 minutos quando ele tem dois golos, ele vai olhar e pensar: ‘Espera aí…’. Acho que é um erro deixá-lo em campo quando se está a ganhar por três ou quatro a zero».
O ex-internacional inglês revelou ainda o seu papel crucial como intermediário no regresso de Cristiano Ronaldo a Old Trafford, impedindo assim uma transferência para o rival Manchester City. O antigo defesa detalhou que o avançado luso lhe pediu ajuda diretamente e recordou o momento em que estava a negociar o acordo com os donos do clube. Rio Ferdinand confessou:
«Estava na cama com a minha mulher e ela disse: ‘Rio, tens de te levantar agora, vá lá, estou a tentar dormir e tu estás a tentar fechar um contrato com o Ronaldo.’ Para mim, foi uma alegria, porque o pior teria sido ver o Cristiano Ronaldo a aparecer no Man City».
Para além destas revelações, Rio Ferdinand aproveitou também para sair em defesa de Cristiano Ronaldo relativamente à sua segunda passagem pelo Manchester United. O período do português sob o comando técnico de Erik ten Hag terminou de uma forma bastante conturbada, apesar de o avançado ter apontado 24 golos nessa temporada. O antigo colega de equipa do astro luso desvalorizou as críticas e deixou um forte questionamento sobre a situação vivida em Inglaterra:
«Não sei como um jogador pode marcar tantos golos e ser o problema».



