Roberto Martínez realizou a antevisão do Portugal x Nigéria. Treinador respondeu à questão colocada pelo Bola na Rede.
Roberto Martínez fez a antevisão do encontro entre Portugal e Nigéria, o último dos jogos de preparação portugueses antes do Mundial 2026. Bola na Rede esteve na Cidade do Futebol e teve a oportunidade de colocar uma questão ao selecionador nacional.
Lê toda a conferência de imprensa de Roberto Martínez.
Bola na Rede: Em março, Portugal defrontou duas equipas norte-americanas , agora defronta uma equipa sul-americana e africana e na fase de grupos apanhará uma asiática. Do ponto de vista tático, físico e técnico, quais considera ser os pontos mais interessantes destas seleções um bocadinho fora do radar europeu a acompanhar no Mundial?
Roberto Martínez: Acho que é uma mistura importante. [Uzbequistão] Estamos a falar de uma equipa asiática, mas tem um treinador europeu [Fabio Cannavaro] com muita experiência em Mundiais. É uma equipa que tem uma clareza tática muito forte. O resto é uma mistura. Também há um aspeto desconhecido. Não sabemos como uma equipa que nunca participou num Mundial pode ajustar num jogo. Durante três, quatro ou cinco jogos é fácil poder esperar um nível do adversário. Durante o jogo, já tive essa experiência contra o Panamá em 2018, uma equipa que chegava ao Mundial pela primeira vez. Há um aspeto inesperado. Ninguém consegue preparar o nível onde o adversário pode conseguir chegar. É uma final dentro das carreiras dos jogadores. No Chile, o aspeto emocional, de duelos, de intensidade nas situações de 1×1, é muito semelhante à Colômbia. Também culturalmente são equipas da América do Sul que arriscam, que jogam com um aspeto semelhante. Amanhã a Nigéria também é muito diferente do Congo, mas tem aspetos semelhantes. A capacidade dos atacantes, a forma como exploram os espaços da linha defensiva, as costas da linha defensiva, muitos jogadores na zona central. O aspeto tático é muito diferente, mas culturalmente há muitos aspetos semelhantes entre as equipas que já trabalhámos, seja o México, seja os EUA, o Chile ou a Nigéria. Com os quatro adversários temos tudo aquilo que precisamos para os três jogos da fase de grupos.

