Rúben Amorim analisa embate com o Famalicão e assume: «Se o quarto lugar tivesse sido no primeiro ano, eu já não estava aqui»

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Rúben Amorim realizou a antevisão do desafio entre o Sporting e o Famalicão, duelo em atraso da vigésima jornada.

Rúben Amorim, treinador do Sporting, realizou a antevisão do duelo em atraso da vigésima jornada da Primeira Liga:

«Queria em nome do Sporting mandar um abraço ao Rui Duarte que está a passar o pior momento da sua vida. Que tenha muita força. Tivemos que pensar em ter vantagem por toda a envolvência que havia nesse jogo. Quisemos demonstrar confiança no que fazíamos e chegar a este jogo com vantagem pontual, a poder aumentar a vantagem e vai ser um jogo complicado, nos últimos três jogos o Famalicão não perdeu. Com um treinador com quem não vencemos em 2022/23. O Matheus Reis está fora».

O técnico recusou-se a falar de mercado:

«Em relação ao mercado, falaremos depois no final da época. O Famalicão é um viveiro de jogadores e isso dificulta o treinador, já que há muita rotação no plantel. É muita gente nova a cada ano. Não senti a equipa ansiosa. Este jogo vai ser diferente do Gil Vicente, a equipa do Famalicão  no ataque são mais agressivos, têm mais capacidade no momento ofensivo, fisicamente têm uma capacidade ofensiva. São fortes nas transições. Conhecemos bem a forma deles jogar e também fomos ver os duelos com o Arouca. Estamos à espera de um jogo difícil, mas que queremos ganhar».

Rúben Amorim falou sobre a gestão que está a ser feita:

«A gestão por parte do treinador tem a ver com o contexto. Por vezes é preciso puxar para cima, em outras é preciso dar tranquilidade, estamos a meio isso. O nervosinho antes dos jogos aumenta e há alguma ansiedade, mas está preparada para receber todas as informações e o jogo do Gil Vicente foi prova disso. Tentamos saber o que os jogadores sentem e a ganhar é mais fácil. O ano passado estávamos em quarto lugar. Agora é mais fácil».

O treinador afirmou que não falou com os jogadores sobre os rumores que abordam a sua saída:

«Não falei nada com os jogadores. Quando se falou do acordo senti necessidade, mas como vinha para a conferência, decidi deixar essa parte para depois. Os jogadores só perguntam quando há folgas (risos). Não temos tempo para pensar nisso. O jogo é muito importante, sabemos que é possível sermos campeão e é importante para mim retirar a esperança aos adversários. Nós já tivemos do outro lado. Queremos muito ganhar os jogos. Todos os jogos são importantes, quantos menos jogos houver, temos que matar as esperanças dos adversários».

Rúben Amorim analisou o momento de Viktor Gyokeres:

«Faço com o Gyokeres o mesmo com os outro. Vou dando algumas dicas, de maneira informal. A única coisa que o Viktor tem que fazer é aproveitar mais o momento e não estar tão stressado, já fez muitos golos. As pessoas também esperam que ele marque três golos por jogo. Ele tem muita fome de golo, é algo bom nele. Ele quer muito marcar golos e aproveitar o jogo».

O antigo médio explicou que quando chegou ao Sporting as expectativas eram baixas:

«A expetativa no começo era muito baixa e isso ajuda sempre o treinador. Fomos campeões e isso deu muita margem. Em seguida mantivemos o nível e depois baixámos. Se o quarto lugar tivesse sido no primeiro ano, eu já não estava aqui. No terceiro ano não ganhámos nada, mas tivemos muita margem. A identidade também esteve lá e isso ajuda. Isso agrada aos adeptos. Perceber que há uma direção e um rumo, que conseguimos manter».

Rúben Amorim recusou-se a assumir quem será o médio centro titular:

«Com o Morita e ou com o Dani teríamos sempre bola. Temos que olhar para o pé para a ligação entre eles. O momento também tem que ser analisado. Juntando tudo vamos juntar os melhores jogadores. São os dois muito bons com a bola».

Por fim, assumiu que evoluiu bastante na sua passagem por Alvalade:

«Essas criticas feitas ao inicio são fatos, tinha pouca experiência como treinador. Caí num cenário, com o Viana como diretor, com o presidente a confiar em mim, que nunca mais vou vier em outro lugar. Em relação ao crescimento, há um crescimento em tudo, tudo foi aprimorado em todas as áreas. Vejo o jogo de maneira totalmente diferente. Foi uma evolução para toda a gente. Tive sorte».

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Ricardo João Lopes
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O Ricardo João Lopes realizou a sua formação na área da História, mas é um apaixonado pelo desporto (especialmente pelo futebol) desde criança, procurando estar sempre a par da atualidade.

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