Rui Borges e Maxi Araújo em direto na antevisão ao Sporting x Arsenal na Champions League

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Rui Borges e Maxi Araújo realizaram a antevisão à primeira mão dos quartos-de-final da Champions League entre Sporting e Arsenal, da próxima terça-feira.

O Sporting prepara-se para receber o Arsenal na primeira mão dos quartos-de-final da Champions League. Maxi Araújo e Rui Borges marcaram presença na conferência de imprensa de antevisão ao encontro, e o uruguaio começou por responder sobre quem será o favorito na próxima terça-feira e a ausência de Morten Hjulmand:

«Não há favoritos na eliminatória. Eles estão muito bem, mas nós também. Sobre a ausência do Morten Hjulmand, acho que é muito pesada, mas temos outros bons médios e ganhamos com todos, assim como já o fizemos noutros jogos sem peças chave. O substituto estará à altura».

Sobre o reencontro com Viktor Gyokeres, referiu:

«O grupo e eu ficámos felizes por ele, merecia. Fez algo incrível pelo Sporting. Pessoalmente e acho que todo o grupo ficou feliz pela sua saída. Desejar-lhe o melhor».

O defesa-lateral dos leões reforçou que o clube está preparado para fazer história ao chegar às meias-finais:

«Sem dúvida. É muito importante para nós, mas vamos focar-nos no jogo de amanhã, porque a eliminatória será muito dura e seria a primeira vez que lá chegávamos. Espero que seja esta».

De seguida, olhou para o embate com Bukayo Saka ou Noni Madueke:

«Os dois jogadores são muito bons. Dos melhores extremos do mundo. Para mim é um privilégio enfrentar um dos dois. Sinto-me preparado. Mas não me importa quem vai jogar».

Rui Borges começou por reforçar que a equipa está pronta para «tornar realidade o sonho»:

«Tornar realidade o sonho. Continuar, de alguma forma, a marcar a nossa equipa, seja dos jogadores ou da equipa técnica. É isso que nos move, marcar a história de um grande clube como o Sporting. Acreditamos que podemos continuar a fazer algo de diferente e extraordinário. Que os nossos adeptos continuem a fazer de Alvalade um lugar mágico, como têm feito esta época».

O técnico abordou também o regresso de Viktor Gyokeres e falou sobre o plano para conter o avançado sueco:

«Acho que nesta fase da Champions não se pode dar favoritismo a ninguém. Duas grandes equipas a disputar uma eliminatória avançada da competição, duas equipas que marcaram de forma positiva o seu trajeto. O Sporting só tem vitórias em casa nesta Liga dos Campeões e quando ninguém esperava terminou no top-8. Não acredito que haja um favoritismo claro. Acredito, sim, que os nossos adeptos poderão fazer uma pequena diferença frente a uma equipa que está claramente numa das 3 melhores da Europa. Viktor? É um grande jogador, mas não nos focamos num jogador mas sim no grupo. Sabemos do que é capaz individualmente, mas focamos muito na capacidade coletiva do Arsenal. Os grandes jogadores, a qualquer momento, fazem a diferença».

Rejeitou a ideia de ser uma boa altura para enfrentar o Arsenal e respondeu aos comentários de José Mourinho:

«Não acredito nisso até porque é uma grande equipa e as grandes equipas querem ganhar tudo. Amanhã vêm feridos pela eliminação, mais concentrados e mais rigorosos. Sinceramente, acho que ainda dificulta mais o nosso trabalho. Mas do nosso lado também vão encontrar uma equipa super motivada, para fazer o que nunca foi feito no Sporting. Mourinho? Levei como um elogio de um grande treinador. Aprendi com os melhores, se calhar. É uma referência para mim».

Destacou ainda o embate entre Gyokeres e Ousmane Diomande, e afastou a possibilidade de o resultado do FC Porto ter impacto no Sporting:

«O Sporting vai querer ser sempre competitivo em tudo, mas a nossa Champions é o campeonato, isso está fora de questão. O nosso principal objetivo será sempre o campeonato. Dentro da Champions, vamos lutar por continuar a fazer algo de diferente. O coletivo tem dado essa resposta, o grande grupo que temos tem dado essa resposta. Amanhã, jogue quem jogar, vai dignificar o emblema que leva ao peito. Diomande vs. Gyökeres? São dois jogadores super competitivos e é normal que dê faísca, mas faísca no bom sentido da palavra. Para parar o Viktor temos quatro grandes centrais. Qualquer um, à sua maneira, está capacitado para dar resposta».

Referiu ainda que ambos os clubes estão mais fortes esta temporada:

«O foco está no presente, não no passado. Para conseguir um futuro cada vez melhor e mais marcante. São duas grandes equipas, com fases diferentes. O Arsenal também tem mais jogadores, se calhar até está mais forte do que na época passada. O Sporting também está mais forte. Sabemos as dificuldades que podemos encontrar amanhã pela frente».

Em resposta ao Bola na Rede, abordou a estratégia para contrariar a variabilidade posicional do Arsenal:

«Não vou estar aqui a dizer a estratégia, se não amanhã o Arsenal saberá tudo o que vamos fazer. Tem alguma variabilidade, mas depende dos jogadores que vão jogar. É uma equipa recheada de qualidade individual. Temos de estar mais focados em termos coletivos do que até individualmente. O foco e o rigor têm de ser ainda maior nestes jogos. Esta equipa, num milésimo de segundo de uma distração nossa, faz mossa. Dentro do seu coletivo, tem alguma variabilidade, não só nos médios, tem muito a ver com os alas, com os laterais, mas estaremos muito preparados para isso».

De novo sobre Viktor Gyokeres, referiu que o sueco será bem recebido em Alvalade:

«Dentro do coletivo, temos de conseguir pará-lo. Os grandes jogadores, por mais que a gente os conheça, conseguem fazer a diferença. Será certamente bem recebido por todos nós porque marcou a história do Sporting, do futebol português e merece ter esse reconhecimento».

Refletiu também sobre a saída do avançado no mercado de verão:

«Tento ser sempre uma pessoa equilibrada. Sabíamos que era um jogador importante para nós. Toda a gente continua a ter uma amizade enorme por ele. Eu tento ser sempre equilibrado. Ele tinha essa ambição, mas depois de dentro de tudo o que foi a sua conversa com a estrutura, chegaram a um bom acordo para ambas as partes e terminou tudo como deveria ter terminado, tanto para o Sporting como para o jogador. Queria dar esse passo na carreira e nós respeitamos. O Sporting continuará a ganhar e a ser um grande clube, mesmo com troca de treinadores e jogadores. Em relação ao Viktor, é desejar a maior sorte do mundo, de certeza que será bem recebido por toda a gente porque a admiração é muito grande».

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