Rui Borges responde ao Bola na Rede após o Arsenal x Sporting: «Era importante instalar, quebrar e ficar com bola, com ataques demorados»

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Rui Borges respondeu ao Bola na Rede após o Arsenal x Sporting. Jogo terminou 0-0 e os leões foram eliminados da Champions League.

Rui Borges esteve presente em conferência de imprensa após o Sporting ter sido eliminado pelo Arsenal nos quartos de final da Champions League. O técnico dos leões respondeu ao Bola na Rede na sala de imprensa do Estádio Emirates, em Londres.

Bola na Rede: Nesta eliminatória, o Sporting dificultou muito a construção ofensiva do Arsenal e a criação de grandes oportunidades. Taticamente, como explica a solidez defensiva no seu geral e que dificuldades encontrou com bola, sobretudo contra o meio-campo adversário?

Rui Borges: Dificuldades com bola é simples. O Arsenal tem das melhores linhas defensivas da Europa, centrais fortíssimos no duelo e rápidos. Não somos fisicamente uma equipa muito forte em duelos, gostamos de ter bola e jogo apoiado. Temos em alguns vezes momentos de transição, mas não temos muito jogadores para esse momento de jogo. Batemo-nos com uma defesa fortíssima atleticamente, em velocidade. Era importante instalar, quebrar e ficar com bola, com ataques demorados. Não podíamos querer sempre acelerar. Queríamos instalar e arranjar o momento certo para entrar no bloco deles, mais do que a transição. Centrais rápidos e atléticos. Dois jogaços do Luis, não cansa só correr, mas levar com os duelos. São dois “animais”. A dificuldade foi por aí. Defensivos, não deixámos criar nada. Lá, o Odegaard levou a não termos tantos timings de pressão e criou superioridades que não nos criaram perigo, porque estávamos com a linha defensiva muito compacta, concentrada, rigorosa. Tínhamos superioridade defensiva atrás, tínhamos inferioridade defensiva na primeira etapa de construção deles. Hoje foi por aí, em termos defensivos, tentar puxar a pressão no lado direito para o Pote saltar a três. Era um corredor morto, porque acionando a pressão à direita, a bola não variava à esquerda. A variabilidade dos médios do Arsenal é tanta que em alguns momentos não dá para saltar. O homem da superioridade na primeira parte foi o Eze ficava como 10 e ficava longe, conseguiram ligar com ele, mas não criaram perigo. Equipa fantástica nesse aspeto.

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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