Rui Borges analisou o empate entre o Sporting e o Arouca por 2-2. O treinador respondeu a uma pergunta do Bola na Rede.
Rui Borges fez a análise do empate entre o Sporting e o Arouca por 2-2 na sétima jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve em Alvalade e, no final do jogo, teve uma possibilidade de fazer uma pergunta ao treinador leonino.
Lê também a pergunta e resposta de Vasco Seabra, treinador arouquense.
Bola na Rede: Acredito que, com o desfecho, seja difícil olhar para o que aconteceu antes da expulsão, principalmente, mas o próprio treinador do Arouca admitiu que a equipa acabou por ser surpreendida pelo 4-3-3 do Sporting. O que o levou a implementar esta ligeira alteração no posicionamento base das peças e pergunto-lhe se foi uma estratégia planeada apenas para este jogo ou se vê possibilidade de continuidade e adaptação dos jogadores a estas funções neste 4-3-3?
Rui Borges: Não se trata de grandes adaptações, trata-se sim de uma ou outra dinâmica, não fugindo aquilo que nós somos. Jogadores diferentes e características diferentes. Tentámos ter dois homens de corredor, fortes no 1×1 e verticais com o Geny [Catamo] e o Nes [tory Irankunda]. Tentámos prender os dois médios do Arouca com os nosso dois médios ofensivos, os nossos dois médios interiores. Conseguimos bloquear a pressão deles com um 3×2, um 4×2 com o Rui [Silva] num primeiro momento e depois conseguir encaixar num espaço mais para a frente, com mais calma. Na primeira parte podíamos ter tido aqui ou ali um bocadinho mais de calma quando chegávamos a zonas de último terço. Queríamos acelerar a toda a hora, víamos um colega livre e tentávamos sempre forçar um passe quando não tínhamos essa necessidade. A equipa interpretou muito bem o que tínhamos planeado para o jogo. Uma primeira parte muito boa, um início de segunda parte fantástico. Muito bom mesmo, uma equipa muito dinâmica, muito ligada e a conseguir criar situações de finalização na baliza do Arouca. Depois, a expulsão mudou tudo.

