Vasco Seabra analisou o empate entre o Sporting e o Arouca por 2-2. O treinador respondeu a uma pergunta do Bola na Rede.
Vasco Seabra fez a análise do empate entre o Sporting e o Arouca por 2-2 na sétima jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve em Alvalade e, no final do jogo, teve uma possibilidade de fazer uma pergunta ao treinador arouquense.
Lê também a pergunta e resposta de Rui Borges, treinador leonino.
Bola na Rede: Já destacou a mudança do Arouca na capacidade de pressionar e de condicionar o 6 do Sporting. No início houve algumas dificuldades, com a bola a entrar no 3×2. Qual acha que foi a grande diferença na pressão, na marcação para o Arouca começar a recuperar mais bolas e, em vantagem numérica, como procurou manter a equipa organizada e com pensamento e estrutura para fazer face ao cerco que acabou por montar à baliza do Sporting?
Vasco Seabra: O primeiro momento tem a ver também com a nossa preparação do jogo. Esperávamos um Sporting diferente, não vou escondê-lo. Esperávamos o Fresneda a construir mais baixo com os dois centrais e o Maxi [Araújo] mais projetado. Isso iria fazer com que a nossa pressão batesse direta, com o Nais [Djouahra], o Mateo [Flores] e o [Iván] Barbero e que o [Alfonso] Trezza acompanhasse mais a projeção do Maxi. Logo quando percebermos o 11, com a entrada do [Nestory] Irankunda, imaginámos que poderia, eventualmente, o Rui Borges querer fazer um 4-3-3. Não quis estar logo nesse momento, porque era uma antecipação, estar a dizer isso aos jogadores. A verdade é que nós demorámos 5/10 minutos até entendermos que o Sporting estava, efetivamente, num 4-3-3 e que nos obrigava a ter o Trezza mais alto para pressionar o Maxi mais forte, e para que os nossos médios se tivessem de expor, tinham de sair dos dois interiores, seja o [Rodrigo] Zalazar ou o [Issa] Doumbia. Tanto o [Taichi] Fukui como o Espen [Van Ee] tinham que largar para podermos trancar a pressão do Sporting mais à frente. Demorou um bocadinho até conseguirmos passar essa informação aos jogadores. Quando conseguimos passar e eles conseguiram entender, creio que a nossa pressão começou a ser mais efetiva. Ao intervalo, naturalmente, ao conseguir mostrar as imagens ficou ainda mais concreto que, por vezes, íamos ficar mano a mano atrás, com o nosso central a ter de sair da linha para bater no interior contrário, mas era um risco que tínhamos de correr. Depois, em relação à construção na segunda parte, procurámos com a entrada do [Gabriel] Ruka[vina] passar o Nais mais para zonas interiores de 10 e, conseguirmos projetar ainda mais o [Orest] Lebedenko e criar uma rede maior. Quando foi a expulsão, tentámos ainda mais criar um 3+1, eventualmente 2+1 em muitos momentos com a projeção dos dois laterais, mais por dentro porque queríamos ter pés contrários à largura. Por isso é que demos a entrada ao Brian [Mansilla] para conseguirmos forçar a projeção da equipa e estarmos preparados para a reação à perda.

