Um grupo de seis juristas e sócios do Benfica avançou com uma ação judicial para anular as deliberações da Assembleia Geral de 3 de janeiro de 2026.
Um grupo composto por seis juristas e sócios do Benfica avançou com uma ação judicial contra a Mesa da Assembleia Geral (MAG) do clube encarnado. A lista de autores do processo inclui Cristina Santos Silva, Gonçalo Almeida Ribeiro (presidente da MAG na candidatura de João Noronha Lopes), João Ferreira Leite (que foi também candidato a presidente da AG pelo Servir o Benfica), João Marecos (também ex-membro da mesma campanha), Márcia Vala e Pedro Reis. No comunicado divulgado, os promotores revelam o grande propósito desta providência:
«Anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG».
Os promotores da ação rejeitam o modelo de votação adotado e a falta de respostas dadas aos associados:
«Três semanas antes da AG, os Autores e outros cinco sócios enviaram ao Presidente da MAG uma carta com doze perguntas sobre a legalidade do modelo de participação na Assembleia e de votação anunciados. Os pedidos de esclarecimento não obtiveram resposta». Sobre o sistema tecnológico escolhido, os juristas deixam o seguinte aviso: «A MAG decidiu que dezenas de milhares de pessoas pudessem votar numa AG através de urnas eletrónicas e de uma app, ambas sem controlo efetivo e confiável sobre quem exerceu o direito de voto».
O avanço para tribunal visa travar o impacto das falhas sentidas durante a reunião magna e preservar as normas da instituição. O grupo justifica a decisão final com as seguintes palavras:
«São demasiados os relatos de irregularidades ocorridas a 3 de janeiro de 2026 para que os Autores desta ação fiquem de braços cruzados. Acresce que o modelo remoto de AG desfigura a natureza deliberativa do órgão. Não está em causa o mérito da deliberação tomada, seja o que for que sobre a mesma se pense, mas antes uma questão prévia e de alcance bem mais profundo: a necessidade de salvaguardar a integridade e a legalidade democráticas no Sport Lisboa e Benfica».



