O Sporting venceu o Moreirense em jogo da 23.ª jornada da Primeira Liga. Vasco Botelho da Costa respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Vasco Botelho da Costa analisou o desaire do Moreirense frente ao Sporting por 3-0 na 23.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos cónegos.
Lê também a questão colocada a Rui Borges, treinador do Sporting.
Bola na Rede: Numa fase inicial, com o Dinis Pinto mais projetado do que o Álvaro Martínez, o Sporting foi conseguindo criar espaços no corredor esquerdo. No entanto, a meio da primeira parte, o Vasco chamou o Cedric Teguia e o Dinis Pinto para lhes dar indicações. Gostava de lhe perguntar se essas orientações tiveram a ver com os saltos à pressão, tendo em conta que a equipa conseguiu equilibrar mais o jogo a partir desse momento?
Vasco Botelho da Costa: Sim, teve claramente a ver com isso. Nós queríamos que fosse a linha a bascular para controlar o jogador de dentro em rutura e nós, ali no corredor direito, não estávamos a perceber que havia diferenças no nosso posicionamento no momento em que já estávamos com pressão ativa e no momento em que não estávamos com pressão ativa. Estávamos sempre a exigir ao Dinis para saltar fora e, quando nós não estávamos com pressão ativa, acabava por se abrir uma autoestrada muito grande, porque o Gilberto não estava a bascular e o Sporting foi daí que conseguiu ferir. Difícil, neste ambiente e com o jogo a decorrer, conseguir corrigir. Daí as chamadas de atenção tanto ao Dinis como ao Cedric, mas lá está, não dá para dissociar do grande mérito que o Sporting tem, porque tem os jogadores bem posicionados, a bola circula rápido, passe, receção, passe, receção e rutura, e obrigou-nos a entrar no nosso melhor nível. Daí eu dizer que acho que conseguimos relativamente ajustar e controlar, mas nunca esteve em causa o resultado.

