Em antevisão ao embate com o Bayern Munique, Vinícius Júnior abordou o tema de racismo, no seguimento dos cânticos ouvidos no Espanha x Egito.
Durante a conferência de imprensa de antevisão ao Real Madrid x Bayern Munique, nos quartos-de-final da Champions League, Vinícius Júnior abordou os cânticos ouvidos no jogo particular entre Espanha e Egito. O extremo brasileiro começou por fazer um apelo contra o racismo, mencionando alguns países, nos quais incluiu Portugal:
«É sempre um tema complicado de abordar. Seguimos nesta luta, é importante que Lamine também fale, de modo a ajudar todos porque nós somos famosos, temos dinheiros, mas os pobres, os negros que estão por todo o lado, têm uma vida mais difícil, e nós, jogadores, podemos fazer muito. Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas há racistas nesses países, no Brasil também, é assim mesmo. Se continuarmos essa luta juntos no futuro, os novos jogadores poderão evitar estas situações e sobretudo todas as pessoas também».
Numa altura em que ainda não renovou contrato com os merengues, Vinícius Júnior reforçou que quer permanecer em Madrid:
«Espero poder ficar muitos anos. Sabemos o que todos queremos e, no momento certo, faremos a renovação. Estou feliz aqui e quero ficar aqui muitos anos».
Por fim, descreveu as falhas de «conexão» com Xabi Alonso e a excelente relação que tem com o atual treinador, Álvaro Arbeloa:
«Não foi possível conectar o que Xabi queria e o que a equipa queria. Foi um momento de aprendizagem, aprendi muito e que assim continua com Arebloa. Tenho uma conexão maravilhosa com ele, deu-me sempre confiança e diz-me exatamente o que tenho de fazer. Com Arbeloa tenho uma conexão especial como tive com Carlo Ancelotti».
Vini Jr: "Não digo que Espanha, Alemanha ou Portugal são países racistas, mas que há racistas neste países, sobretudo no Brasil também. Em muitos países há racistas." pic.twitter.com/c1QTG8uS9O
— Cabine Desportiva (@CabineSport) April 6, 2026
