Virgil Van Dijk esteve à conversa com Gary Neville, deixando algumas críticas aos comentadores e referindo que ex-jogadores deviam ter responsabilidade.
Numa entrevista para a Sky Sports com Gary Neville, Virgil Van Dijk deixou algumas críticas aos comentadores. O capitão do Liverpool referiu que ex-jogadores deviam ter um sentido de responsabilidade e não atacar os jogadores unicamente para chamar à atenção.
Virgil Van Dijk começou por mostrar-se preocupado com a forma como as críticas podem afetar os mais novos:
«Pessoalmente, consigo lidar com isso, mas estou um pouco preocupado com a próxima geração. Sinto que os ex-jogadores de topo têm uma responsabilidade para com a nova geração».
De seguida, o neerlandês explicou a sua posição:
«A crítica é absolutamente normal e faz parte do jogo, e acho que deve continuar assim. Mas, às vezes, a crítica também se transforma em clickbait, dizendo coisas para provocar, sem pensar nas repercussões para o lado mental dos jogadores, especialmente a geração mais jovem, que está constantemente nas redes sociais. Pode-se dizer: ‘Sim, não devias estar nas redes sociais’, e é o que eu já mencionei várias vezes. Há sempre aquela situação em que, quando jogas bem, os jogadores mais jovens elogiam-te, mas quando jogas mal e és criticado nas redes sociais ou recebes críticas negativas, isso pode afetar-te bastante. Já vi isso acontecer com alguns jogadores no passado e também atualmente, porque não é fácil. Vai ficar cada vez pior, porque nas plataformas atuais, com os clickbaits e as manchetes, todos estão constantemente ligados nelas».
Relativamente aos ex-jogadores, referiu que estes devem proteger a nova geração:
«Sinto que, especialmente os ex-profissionais, os melhores jogadores, que também passaram por tudo isso, têm a responsabilidade de proteger um pouco esse lado também. Isso é algo que talvez devamos considerar».
Por fim, descreveu aquilo que considera ser a linha entre a crítica e a falta de respeito:
«As críticas à temporada que estamos a ter são merecidas devido à forma como temos jogado em alguns momentos, à forma como temos perdido jogos consecutivos, o que não é o padrão que estabelecemos, especialmente no ano passado. Mas há críticas e há desrespeito. Na semana passada, perguntaram-me se eu achava que o desrespeito era merecido, e eu não sei, porque não leio tudo o que é publicado. Mas eu sei como o mundo funciona. Eu conheço a pressão que os gestores sofrem, e eles são responsabilizados e cobrados pelos resultados que estamos a obter. Ainda acho que é um processo. Na minha opinião, ele merece o respeito e a oportunidade de garantir que esse processo termine de forma positiva».

