«Até me arrepio só de falar no Vitória SC, os adeptos são únicos» – Entrevista BnR com Grégory

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«As pessoas não têm noção do que é jogar no Sporting de Gijón. É como seres jogador do Benfica»

Bola na Rede: E depois de uma temporada no Vitória de Guimarães és transferido para o Sporting de Gijón, da Liga espanhola. Chegas a um dos melhores campeonatos do mundo e vais enfrentar alguns dos melhores avançados do mundo. Como foram esses anos em Gijón?

Grégory: Espanha foi o topo da minha carreira, sem dúvida. Olha, estavas a perguntar se torcia por algum clube… Tenho o Marselha, pronto, mas também posso dizer que tenho um carinho muito especial pelo Sporting de Gijón. Foi um clube que me marcou muito, a mim e à minha família. A minha passagem pelo Sporting de Gijón superou tudo o que tinha imaginado.

Bola na Rede: O clube surpreendeu-te?

Grégory: As pessoas não têm noção do que é jogar no Sporting de Gijón… É como seres jogador do Benfica. Não consegues andar nas ruas da cidade, não consegues ir às compras, andar de carro pelas ruas… É um caso único em Espanha. Nessa altura senti-me mesmo jogador (risos).

Bola na Rede: Sentiste-te idolatrado pelos adeptos?

Grégory: É uma coisa indescritível. Tens de ver para perceber. Eu nunca tinha passado por algo assim, é uma coisa do outro mundo. E depois, a Liga espanhola que, para mim, é a melhor do mundo. Todos os domingos tinha um dos melhores avançados do mundo para parar. Não havia jornada sem jogar com um Cristiano Ronaldo, Messi, Ibrahimovic, David Villa, Diego Costa, Fernando Torres, Aritz Aduriz, Llorente, Roberto Soldado… (suspiro). Não houve um domingo em que apanhasse um avançado que não fosse mundialmente conhecido. E quando jogas frente a jogadores deste nível vais obrigatoriamente aprendendo e aumentando a tua qualidade. Adaptei-me muito bem à cidade, ao clube, à Liga espanhola. Foi uma sensação muito boa, como um sonho tornado realidade – se aos 18 anos, quando ainda estava nas escolas do Red Star 93, me dissessem que teria a oportunidade de jogar na Liga espanhola não acreditaria. Estava tão bem que se chegou a falar da possibilidade de ser convocado para a seleção francesa…

Bola na Rede: Mas, ainda assim, a comida é melhor no norte de Portugal…

Grégory: (Risos) Sim, não há melhor que a comida portuguesa, isso não há dúvida.

Bola na Rede: Mas não foi só por isso que voltaste a Portugal?

(Risos) Não, não…

Bola na Rede: Quatro anos e meio em Espanha e regressas ao teu país de adopção, desta vez, para o Paços de Ferreira…

Grégory: Sim, porque já estava em fim de ciclo em Gijón. Não tínhamos conseguido a manutenção na Liga espanhola, tínhamos descido à 2.ª divisão. Nessa época da despromoção também tinha sido operado ao joelho, ao menisco, fiz uma recuperação em cinco semanas – o que era impensável, devia ter parado três meses –, fiz o sacrifício pelo clube, e voltava novamente a fazê-lo, mas, infelizmente, acabámos por descer. E depois chegou o momento em que o meu ciclo no clube terminou e decidi regressar, na altura para o Paços de Ferreira.

Bola na Rede: Mas esse problema no joelho foi uma exceção. Nunca foste um jogador com paragens muito prolongadas, pois não?

Grégory: Quase nada. Tirando esta operação no menisco, que me deixou quase osso com osso… Ainda consigo fazer as minhas coisas, as minhas corridas – acho sempre que a questão mental é muito importante e nisso sou muito forte. Mas tirando esse problema não tive mais nada. Mas posso dizer-te que um jogador de futebol depois de ser operado ao joelho nunca mais volta a ser o mesmo.

Bola na Rede: Mas hoje continuas a sentir dificuldades físicas por causa desse problema?

Grégory: Tenho sorte de ainda ter muita massa muscular. Faço meias maratonas e digo sempre para mim mesmo: a dor é mental. Se calhar até me estou a prejudicar, não sei, às vezes sinto qualquer coisa no joelho, mas já estou acostumado, faz parte da minha rotina. Vou fazendo as minhas corridas de 15, 21 quilómetros… Vou correndo.

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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