Padel no Feminino – Entrevista Sofia Araújo

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Bola na Rede: Antes de mais, e começando pelo início da tua carreira desportiva, começaste por jogar ténis de competição e chegaste até a ter ranking WTA. O que te fez deixar o ténis e enveredar pelo Padel? O que mais gostas no Padel que no ténis não existe ou não é tão evidente?

Sofia Araújo: Sinceramente, já estava um pouco cansada da pressão que o ténis gerava na minha vida, foram muitos anos a nível de competição e torna-se complicado, muitos meses fora, muitas horas de treino e também a parte psicológica, se bem que o ténis continua a ser um dos meus desportos de eleição, sem dúvida. A grande diferença para o Padel é o facto de ser um desporto mais social, onde se joga a pares, o que torna as coisas mais fáceis a meu ver. Quando comecei a jogar Padel foi na brincadeira e estava sempre a dizer que não queria competir, porque estava cansada, mas as pessoas foram-me convencendo e mesmo eu, cheguei à conclusão que, para mim, desporto é competição e por isso decidi voltar a encarar o desporto de uma forma mais profissional, sendo o Padel um desporto que dá para conciliar com a minha vida profissional.

BnR: Como e quando foi o teu primeiro contacto com o Padel?

S.A: O meu contacto com o Padel já começou há cerca de quatro anos, quando joguei pela primeira vez um torneio com a minha mãe. Aí ainda jogava ténis e por isso o Padel foi posto de lado. Passados uns meses de ter desistido do ténis, comecei a jogar alguns torneios com amigos para me divertir. O ano passado recebi uma proposta para encarar o Padel de uma forma mais séria e o “bichinho” da competição voltou até ao dia de hoje, em que estou a apostar cada vez mais e, este ano, estou a jogar o circuito internacional.

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Deixou o Ténis para começar a brincar ao Padel, mas depressa a brincadeira se tornou séria
Fonte: World Padel Tour

BnR: Sentes muita diferença no ritmo do Padel, comparando com o ténis?

S.A: É uma pergunta complicada, são desportos que parecem muito parecidos, mas que na realidade são super diferentes. Mas para mim, o Padel tem uma vantagem para quem começa e nunca jogou qualquer desporto relacionado com raquetes, é mais fácil de começar. Mas como em todos os desportos, quando falamos a um nível mais elevado, requer muito trabalho e dedicação.

BnR: Actualmente és a número um do ranking nacional e estás a jogar este ano no circuito mundial. Quais são os teus principais objectivos para a temporada?

S.A: Os meus grandes objectivos para este ano são a manutenção do número um, ser campeã nacional e sem dúvida estou com boas expectativas a nível internacional. Tenho ainda um outro objectivo, embora não dependa só de mim, o título de campeã da Europa por equipas.

BnR: Foi anunciada recentemente a tua “contratação” para o SL Benfica. Sentes que poderá ser uma relação que pode beneficiar os dois lados (tu e o clube)?

S.A: Claro. Para mim, foi sem dúvida uma grande oportunidade conseguir aliar o meu desporto com o meu clube de coração e sei que terei grandes vantagens com esta parceria com o Sport Lisboa e Benfica. Para o clube, acho que também poderá ter benefícios uma vez que o Padel é um desporto que se encontra em franca expansão e por isso, penso que devem apostar nas modalidades mais recentes e actuais para o clube continuar com um grande crescimento, como tem tido até agora.

Francisca Carvalho
Francisca Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
Aos 20 anos, a Francisca gosta de dar pontapés na bola, mas evita os pontapés na gramática. É uma confessa adepta do Sporting e grande fã de desporto, em especial futebol e ténis, embora não saiba o suficiente para escrever sobre qualquer um deles.                                                                                                                                                 A Francisca não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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