«No Football Manager fui aquilo que que devia ter sido na vida real» – Entrevista BnR com Evandro Roncatto

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– O estrangeiro e o novo regresso a Portugal: Round 2 –

«Às vezes, as coisas ficaram más, mas eu nunca desisti».

BnR: Depois de 42 jogos no Oriental, segue-se novamente o estrangeiro. Mais cinco clubes na tua carreira, incluíndo dois no Brasil – Irtysh, Rio Branco, Raufoss, Dunston e FC Cascavel. Mas não conseguiste ter uma experiência verdadeiramente positiva em nenhum deles. Foram, novamente, tempos difíceis na tua carreira?

ER: Acabei a época e tinha proposta para renovar com o Oriental. Só que surgiu uma proposta irrecusável do Cazaquistão e eu e o Carlos Fonseca (ex-CD Feirense – ainda joga no Irtysh) fomos para lá. Era um clube que tinha sido campeão cinco vezes consecutivas, mas que, quando lá cheguei, estava a lutar para não descer de divisão. Acabámos por terminar em quarto lugar e eu até fiz 6 ou 7 golos em 14 jogos. As coisas correram-me tão bem que fui descansado para o Brasil de férias, em dezembro, porque havia proposta para renovar. No entanto, surge um outro clube de lá que pagava mais e eu fiquei num impasse. Depois, não sei o que se passou, fiquei na expectativa e nada aconteceu.

BnR: E a situação não se resolveu?

ER: Nada aconteceu. Eu estava a treinar no Rio Branco para manter a forma e o treinador era meu amigo. Como ele sabia o que estava a acontecer e estava a gostar de me ter por lá, perguntou se eu não queria ficar. Disse que sim, mas é como te digo: no Brasil não há estabilidade. Em dez jogos, faço seis golos, mas não havia mais competições a decorrer e eu queria jogar. Acabei por ir para a Noruega com a ideia de que a experiência poderia ser parecida com a do Cazaquistão. Mas acabei por errar na escolha porque a equipa desceu de divisão e eu, sendo jogador estrangeiro, fui dispensado. Depois, estive quatro meses no FC Cascavel e ainda mais uma experiência na Grécia, desta vez no Kalamata. Fiquei chateado, mas sem nunca desistir, apesar da minha idade.

BnR: Em algum momento, sentiste que estavas a perder a alegria de jogar?

EV: Não digo perder a alegria, mas, às vezes, as coisas ficaram más. Jogando seis meses ali, cinco meses ali… Foi complicado.

Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

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