«Quis regressar ao FC Porto, mas não estavam dispostos a isso» – Entrevista BnR com Derlei

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Passes-Curtos

BnR: Se não tivesses sido futebolista o que terias sido?

D: A primeira coisa que eu queria ser era piloto de caça.

BnR: Antas ou Dragão?

D: O Estádio do Dragão era um estádio maravilhoso e eu tive oportunidade de marcar o primeiro golo nele. Agora, não havia nada igual ao Estádio das Antas,

BnR: Qual foi o melhor golo que já marcaste?

D: Por incrível que pareça, o melhor golo que eu já marquei na minha vida foi um golo que nunca foi filmado. Foi um golo que marquei jogando com os meus amigos valendo um troféu de bairro, em que eu faço três chapéus e faço golo de bicicleta.

BnR: Esta é um pouco óbvia, mas qual foi o melhor treinador que tiveste?

D: Com certeza, José Mourinho.

BnR: Melhor guarda-redes com quem dividiste o balneário?

D: O melhor guarda-redes foi o Vítor Baía. O Nuno Espírito Santo é que jogou muito pouco, porque eu cheguei a jogar na Rússia e o Nuno tinha uma liderança incrível. Só que o Vítor não tinha só a liderança, ele era um ícone.

BnR: Melhor defesa?

D: Eu joguei com alguns “monstros”. O Luisão, Polga, Ricardo Carvalho, Pepe e o próprio Éder Gaúcho no Leiria. Mas o Jorge Costa, na minha modesta opinião foi o melhor central que tive oportunidade de jogar.

BnR: Melhor médio?

D: Defensivo ou ofensivo? (risos)

BnR: Pode ser um de cada.

D: O melhor trinco com certeza foi o Costinha. Depois eu tenho de falar no Maniche e Alenitchev. Daqui a pouco você me diz que eu só estou falando só de jogadores do FC Porto, mas eles não jogaram só no FC Porto. Agora, craque, craque, craque, o melhor craque com quem eu joguei na minha vida, o cara que era um Maradona e um Zidane era o Deco.

BnR: Também foi o melhor jogador com quem jogaste?

D: O Deco era dois Derleis. O Deco era o Alenitchev mais o Derlei juntos. O Deco tanto jogava, com defendia, batia livres, só faltava fazer golos de cabeça

BnR: Melhor companheiro de ataque?

D: Eu joguei um ano só com o Jacques e o Maciel no Leiria e a gente se completava. Mas o melhor companheiro de ataque, que atuei dois anos seguidos com ele, foi o Liedson.

BnR: Qual era a equipa mais agressiva: o Boavista do Jaime Pacheco ou o Celtic da final da Taça UEFA?

D: Naquela altura, o que viesse na final da Taça UEFA, a gente já sabia que ia ser dureza (risos). Mas a equipa do Jaime Pacheco era muito mais porque se um jogador não fizesse uma falta ele tirava o jogador e colocava outro para fazer a falta e isso são relatos de quem vinha de lá do Boavista.

BnR: Taça UEFA de 2002/03 ou Liga dos Campeões de 2003/04?

D: Eu ficava com a Taça UEFA, não só por ter marcado os golos, mas porque foi o primeiro título e o mais importante para nós. Sem a Taça UEFA, dificilmente nós chegaríamos ao título da Champions League. Mas a nível de peso e história, eu tenho que ficar com a Champions League.

“Ele é o Ninja, o nosso Ninja. Ele entra em campo sempre a lutar, e todos sabem que ele vai marcar. Ele é o Ninja, o Ninja, é o Derlei”.                                    
Nélson Mota
Nélson Motahttp://www.bolanarede.pt
O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.

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