BnR: No início do mês, tiveste a tua primeira experiência em Portugal entre os Elites na Clássica Aldeias do Xisto e no Troféu ‘O Jogo’. Qual é o balanço dessas primeiras provas?

DB: Tive as Aldeias do Xisto, em que tive a oportunidade da equipa também estar presente. Foi uma corrida muito dura e muito rápida. Na parte inicial, houve uma fuga e foram uns elementos e a nossa equipa não tinha ninguém e depois na subida, no prémio de montanha de 2.ª categoria, existiu um grupo da frente e fiquei eu e um colega de equipa num grupo mais retirado do pelotão, mesmo aí a acabar de passar no prémio de montanha. 

Ficamos aí os dois colegas de equipa, depois ficou um grupo maior atrás e fomos até à meta. Estou muito contente porque vejo que consegui fazer um bom lugar nos Sub23. Fiz décimo lugar nos sub23 e fiz segundo nos Sub23 de primeiro ano. 

Fiquei um pouco desiludido por chegar fora do controlo, pois no grupo onde vinha, de umas dez unidades, atrás do pelotão, o pessoal também já não estava com aquela pica de querer chegar e apanhámos ali um bocado de tempo. Apanhámos 19 minutos e poucos segundos e o controlo era de 19 minutos. O que também acho ridículo, porque numa clássica como esta ser só de 8% acho que não faz sentido, mas isso aí já não nos cabe a nós atletas. 

Mas, penso que correu bem, foi uma experiência muito boa com os profissionais cá de Portugal. Alguns deles já os conheço desde que nasci, se assim se pode dizer, porque a minha vida sempre foi muito condicionada pelo ciclismo, desde jovem que vejo estes atletas e agora correr com eles…foi algo com que sempre sonhei.

No Troféu ‘O Jogo’, já não posso dizer que correu tão bem. Tive umas avarias mecânicas e depois, como a equipa não estava presente, não tinha bicicleta suplente e não consegui terminar a segunda etapa. 

Foi um pouco desanimador, se assim se pode dizer, porque faltavam já só duas voltas para acabar e sentia-me com força para disputar os primeiros lugares dos Sub23, mas não foi possível e agora é levantar a cabeça e continuar a trabalhar.

Tirar o Dorsal: Troféu ‘O Jogo’ não terminou da forma desejada
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

BnR: Falaste há pouco da questão do controlo e no Troféu ‘O Jogo’, nas últimas duas voltas, também estavam a obrigar a encostar quem estivesse para trás do pelotão. Por exemplo, o Iúri Leitão até acelerou e fez uma rasante ao Carro Vassoura para não o pararem…

DB: Sim, aí eu também já estava sem vontade de continuar, porque eu penso que o carro que me apoiava devia tentar recolar-me ao pelotão, como se faz em corridas internacionais. Como não foi possível, pois o comissário não o permitiu, também já estava um bocado desanimado e decidi acabar por ali, porque já não ia a lado nenhum.

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