«No Football Manager fui aquilo que que devia ter sido na vida real» – Entrevista BnR com Evandro Roncatto

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– Evandro Roncatto: O Fenómeno do Football Manager –

«Foi bom saber que eu era um fenómeno no FM».

BnR: Por esta altura, já muitos diziam que irias ser um fenómeno e até nos vídeojogos tinhas atributos que demonstravam isso mesmo. Tens consciência de que, ainda hoje, muitas pessoas te associam ao jogo “Football Manager”?

ER: O Football Manager, esse joguinho… (risos). Tive uma maior noção sobre ele quando cheguei a Portugal para jogar no Belenenses. Não tinha informação sobre esse jogo e só quando vim para Portugal é que me diziam que eu era um fenómeno no jogo. E eu até brinco com a situação: “Ainda bem que, no jogo, fui aquilo que devia ter sido na vida real“. O Football Manager foi bom para ajudar a falarem do meu nome.

BnR: Jogavas o jogo? 

ER: Jogar, nunca joguei. Nunca tive essa curiosidade e não gostava de estar no computador. Não vivia para isso. Mas foi bom saber que no Football Manager eu era um fenómeno. Os meus filhos vão poder ver e escutar isso. Até num grupo do Instagram onde estou, muitos amigos costumam-me mandar mensagens a falar sobre o jogo e dos golos que eu marcava lá. Fico feliz por uma coisa: se na vida real não fiz muita gente feliz, pelo menos no computador ajudei muita gente (risos).

Evandro Roncatto era um fenómeno no jogo “Football Manager”
Fonte: SI

BnR: Voltando à vida real, no momento em que muitos apostavam em ti, passas por uma série de clubes no Brasil até teres a primeira experiência em Portugal, no Belenenses. Como se processa toda esta sucessiva mudança de clubes?

EV: Acabei por assinar com um empresário no Brasil, que também proporcionou que eu passasse por muitos clubes. Sabemos como é o Brasil. Desde que saí do Guarani, não tive estabilidade. Aliás, o futebol no Brasil não tem estabilidade. Tirando em equipas maiores como o Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Corinthians, chegamos a assinar contratos que não chegam a ter um ano de duração. Em equipas como o Guarani ou o Ponte Preta, acabamos por assinar contratos que não chegam a um ano. E quando assinamos um contrato de um ano, eles cancelam à hora que bem entendem. Mas sobre todos esses clubes, tive uma boa experiência no Santo André. No Náutico, – estava emprestado pelo Guarani – houve salários em atraso, as coisas não correram bem e acabei por ficar apenas duas semanas. Depois, surge a possibilidade ir para o Paysandu, mas foi também uma decisão errada. Deixaram de pagar salários durante cinco meses. Acabei por voltar a Campinas e rescindi com o Guarani, que me tinha emprestado.

BnR: E depois surge o Belenenses…

ER: Depois assinei com o outro agente, que trabalhava no mercado português. Ajudou-me a ir para Portugal e ingressar no Belenenses. Esse agente foi uma pessoa que me ajudou muito e foi muito bom para mim.

Mário Cagica Oliveira
Mário Cagica Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
O Mário é o fundador e diretor-geral do Bola na Rede. É também comentador de Desporto na DAZN, SIC e Rádio Observador e professor universitário.

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