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Na sala de imprensa do Pavilhão da Luz, tivemos uma conversa descontraída com Sara Ferreira, “A Dez” do futsal dos “encarnados”. Apesar de ter começado nos relvados, foi dentro de um pavilhão que se tornou uma das jogadoras mais influentes do futsal português e do SL Benfica. De Olivais para os Pavilhões da Luz, a sua paixão e determinação foram a chave para alcançar aquilo que sempre quis: jogar futsal com as melhores. Os títulos já são muitos, mas ambiciona mais. A dor de falhar a conquista do Europeu ainda está bem presente, mas espera um dia vingar a derrota. Descubra tudo sobre a atleta, nesta entrevista do Bola na Rede.

– Dos relvados para o pavilhão –

«Seguia sempre com o sonho de um dia puder jogar futsal»

Bola na Rede (BnR): Começou primeiro por jogar futebol de 11. O que é que não correu bem?

Sara Ferreira (SF): Não é bem o que correu mal. Era muito nova na altura. Morava em Alverca e jogava no CD Olivais e Moscavide. Acabava por ser um pouco longe, porque estudava em Alverca, depois tinha os treinos no clube e voltava para casa. Era muito complicado. Os meus pais não tinham tantas possibilidades de me levarem aos treinos que acabou por ser difícil. Não foi porque correu mal, mas mais por faltar tempo para treinar na modalidade. Depois, surgiu a oportunidade de ir para o futsal num clube mais perto, que foi o Sport Lisboa e Olivais. Aproveitei-a e nunca mais larguei o futsal.

A carreira de jogadora de futsal começou cedo com 11 anos no Sport Lisboa e Olivais e jogava já nas seniores
Fonte: Tiago Loureço/Bola na Rede

BnR: O grande motivo para ter começado a jogar futsal foi pela sua irmã, mas já sentia alguma paixão pelo futsal antes disso?

SF: Sim, porque frequentava os treinos e via os jogos da minha irmã. Via os jogos do campeonato e o SL Benfica já tinha uma equipa muito forte e jogava contra a equipa da minha irmã. Seguia sempre com o sonho de um dia puder jogar futsal. Sabia que era muito nova e jogava só na escola e na rua. Foi na rua que basicamente aprendi a jogar com os meus colegas e amigos. Depois, surgiu a oportunidade de jogar porque elas não tinham sequer jogadoras para treinar.

BnR: Na altura já tinhas alguma referência no futsal?

SF: Gostava de todas um pouco no geral. Uma das características de que gosto mais são as pessoas criativas. Claro que gosto de outras, mas esta é porque o meu estilo de jogo é mais por aí. Sempre gostei de jogadoras criativas. E, claro, tinha o Ricardinho como referência. Quando era nova, o Ricardinho ainda jogava no SL Benfica e era fantástico aquilo que fazia com a bola, e o que ainda faz.

Sara Ferreira com Ricardinho (referência da jogadora) e Ana Azevedo, os capitães da Seleção Portuguesa
Fonte: FPF

BnR: Começou a jogar futsal com que idade e em que clube?

SF: Tinha 11 anos quando comecei a jogar futsal no Sport Lisboa e Olivais. Nessa altura já estava a jogar nas seniores. Era difícil. Era muito diferente. Tive que me adaptar ao facto de serem muito mais velhas e maiores do que eu. Era a pequenina e frágil da equipa e bastava levar um encosto que caía. É normal também. Mas fui aprendendo e isso fez-me muito bem.

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