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Após dez longos anos de ausência, a época desportiva 2019/2020 será de retorno para um dos clubes mais reputados do interior do país: depois de garantir a subida de divisão, o Lusitano SAD está de volta ao Campeonato de Portugal. Com a conquista do Pro-Nacional, a equipa alentejana está a preparar o “ataque” ao “Campeonato de todas as Oportunidades”, e como tal, o Bola na Rede foi até Évora assistir a um dos treinos de início de época e encontro amigável na Moita, e falou com o treinador e jogadores para auferir quais são as expetativas e ambições para este novo desafio.

Esta é um início de época diferente, uma vez que o Lusitano SAD conquistou por mérito próprio um lugar no Campeonato de Portugal, que é conhecido por ser uma das competições mais competitiva no nosso país e em que 72 equipas lutam para alcançar os dois passaportes para a Segunda Liga. Devido a isso, o clube reforçou-se bem para estar preparado para o novo desafio que se avizinha, sendo que chegaram a Évora 22 novos atletas, como por exemplo os médios guineense Luciano Teixeira (conta com passagens pelo SL Benfica B, Metz e Desp. Chaves) e argentino Emmanuel Garcia (formado no Boca Juniors e Banfield) e o extremo luso-angolano Sócrates Pedro (ex-Sertanense). Devido a esse facto, os treinos e jogos de pré-época tornam-se fundamentais não só para criar rotinas entre os jogadores, mas também para se fomentar um coletivo forte e capaz de dar luta na série D ao longo da época.

O principal responsável por esse processo de formação de uma equipa compacta e aguerrida, é o treinador Duarte Machado, que está ligado ao Futebol desde os seus 12 anos de idade, além de ter experiência de atleta de Primeira e Segunda Liga. O técnico de 36 anos regressa a uma casa onde havia estado entre 2016 e 2018, altura em que conseguiu levar o clube às vitórias na Taça e Supertaça da A.F. de Évora, o que possibilitou a ida à 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, onde acabaria por ser eliminado pelo FC Porto (derrota por 0-6). Em relação ao modelo de jogo que gosta de implementar, o treinador defendeu que o mesmo “tem de ser um pouco flexível e depende muito daquilo que são os projetos e o jogadores que treina”, sendo que para este ano o modelo vai variar entre “mais agressivo com mais bola e controlo de jogo, através da posse de bola, e mais cauteloso, em que os adversários nos vão obrigar a ter aqui uma organização defensiva muito mais agressiva, coesa e vamos passar muito menos tempo com bola”, embora sustente que a sua equipa tem de ser “temos de ser mentalmente fortes e temos que conseguir condicionar a outra equipa com a nossa organização defensiva e depois, claro, em termos de ataque”.

A equipa técnica liderada por Duarte Machado está confiante para a nova época – os outros três elementos, da esquerda para a direita, são Gonçalo Teixeira (Treinador de GR), Rafael Carvalho (Treinador Adjunto) e Vítor Pires (Treinador Adjunto estagiário)
Fonte: Bola na Rede

De modo a que isso aconteça, Duarte Machado irá preparar os seus atletas da melhor forma possível e sem modificar a sua identidade em função do próximo adversário:  “A nossa organização defensiva e ofensiva pode ser um pouco diferenciada de um jogo para o outro, mas nunca podemos mudar apenas porque vamos jogar contra adversário X ou Y. Podemos e devemos alertar os jogadores, dar-lhes ferramentas para contrariar os pontos fortes da outra equipa, mas sempre dentro daquilo que trabalhámos ao longo das semanas de trabalho, ou seja, ser fiel aos princípios e ideia de jogo”. Quanto ao objetivo para a época que se avizinha, o timoneiro sustenta que o Lusitano tentará sempre “disputar cada jogo para vencer”, com o foco na manutenção, devido à “forte e grande exigência do campeonato e competitividade das equipas”, embora haja a crença em conseguir algo mais: “A partir do momento em que consigamos a manutenção, tentaremos sempre algo mais, disputando sempre o próximo jogo para vencer os três pontos e nunca estaremos a pensar naquilo que poderá ser daqui a um ou dois meses”.

No que toca às diferenças existentes em termos de notoriedade entre este campeonato e Primeira e Segunda Ligas, o líder do conjunto alentejano assegurou que as mesmas são fruto de um “conjunto de fatores muito grande, que passa pelo nível competitivo do campeonato, o modelo da própria estrutura da competição que, na minha opinião, não é o melhor para a competitividade e atratividade de patrocínios e passa também por criar um maior profissionalismo às equipas, de modo a que se consigam organizar para que as pessoas percebam que o nível de trabalho que está a ser feito já é um nível que começa a ser um pouco equiparado que é a qualidade e exigência existente na Primeira e Segunda Liga”.

Por último, o antigo jogador falou um pouco da sua experiência passada ao mais alto nível, embora sabendo que, ao contar como foi a sua vivência nesses patamares, isso “poderá ser útil para o dia-a-dia dos atletas e exigência que se tem de ter”, o próprio não quer que seja uma grande relevância ao seu passado, até porque “ser treinador é totalmente diferente do que ser jogador” e “são os atletas que vão ter que, em conjunto com a equipa técnica, de resolver a grande maioria das questões e problemas que vão surgindo durante os jogos e campeonato inteiro”.

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