Publicidade

Ucrânia 0-1 Áustria: Temos candidato a equipa-revelação deste Europeu

Mário Cagica Oliveira · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: BRILHANTISMO DA ÁUSTRIA VULGARIZA EQUIPA DE SHEVCHENKO

Foi uma entrada a todo o gás da seleção austríaca. A grande dúvida residia no posicionamento de David Alaba e foi, com alguma surpresa, que Franco Foda colocou o novo jogador do Real Madrid CF no lado esquerdo. A equipa ganhou muito com isso, está claro. Um vendaval de futebol ofensivo e de grande qualidade no primeiro tempo foi fundamental para este crescimento austríaco no jogo. Com Alaba “libertado” do sistema de três centrais, a Áustria também se libertou do pragmatismo de outros jogos e foi capaz de se assumir perante a Ucrânia.

O golo de Baumgartner – infeliz com a lesão aos 33 minutos -, apesar de ter surgido de bola parada, surgiu com naturalidade no jogo, dada a superioridade austríaca na primeira-parte. No segundo tempo, a Áustria retraiu-se um pouco e permitiu que a Ucrânia crescesse e criasse situações de maior perigo junto de Bachmann, que, sempre que foi solicitado, respondeu com segurança.

Uma exibição de mão-cheia da Áustria, balanceando períodos de brilhantismo com momentos de maior segurança e pragmatismo capazes de comprovar a sua total superioridade no jogo. Um apuramento mais do que justo para a turma de Franco Foda. Tinha apostado neles como equipa-revelação deste campeonato e, para já, estão bem encaminhados. Quanto à Ucrânia, fica agora à espera de mais resultados para saber o seu futuro na prova.

 

A FIGURA

David Alaba – Voltou à lateral e foi feliz. Um dos principais responsáveis pela boa dinâmica ofensiva criada pela Áustria no jogo. Vê-lo na linha de três centrais é um perfeito desperdício para tudo aquilo que pode oferecer à seleção austríaca.

O FORA DE JOGO

Zabarnyi – Era difícil escolher qual o pior no setor defensivo. Entre Zabarnyi, Mykolenko e o próprio Matviyenko, qualquer um poderia ser o eleito. Muitas dificuldades para travar os austríacos e várias descoordenações básicas na linha defensiva que acabaram por ditar grande parte do insucesso na partida. Jogo para esquecer neste aspeto.

 

ANÁLISE TÁCTICA – UCRÂNIA

A seleção ucraniana entrou em campo num sistema tático que assentou num 4-3-3, com Malinovskyi, Yarmolenko e Yeremchuk soltos na frente e em busca de transições rápidas capazes de surpreender a Áustria. Surpreendido pelo abandono do sistema de três centrais, Shevchenko não conseguiu criar uma dinâmica positiva capaz de se desdobrar e fugir da teia montada pela equipa austríaca.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bushcan (6)

Karavaev (6)

Zabarnyi (4)

Matviyenko (5)

Mykolenko (5)

Sydorchuk (5)

Zinchenko (6)

Shaparenko (6)

Malinovskyi (5)

Yarmolenko (6)

Yeremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Tsygankov (5)

Marlos (5)

Besedin (-)

 

ANÁLISE TÁCTICA – ÁUSTRIA

A grande dúvida nesta seleção austríaca era a mesma de sempre: onde jogaria David Alaba? Desta vez, o craque da turma de Franco Foda largou a zona central e alinhou no corredor esquerdo, criando uma maior capacidade e dinâmica ofensiva nesse setor do terreno. A Áustria jogou em 4-2-3-1 e conseguiu criar dinâmicas variadas para atacar a baliza de Bushcan. Do lado esquerdo, maior organização e jogo focado em apoios frontais com Alaba e Laimer. Do lado direito, Lainer foi menos acutilante, mas procurou incorporar-se, quando possível, também nas ações mais ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Bachmann (7)

Stefan Lainer (6)

Aleksandar Dragovic (6)

Martin Hinteregger (7)

David Alaba (7)

Konrad Laimer (7)

Florian Grillitsch (7)

Xaver Schlager (6)

Baumgartner (7)

Marcel Sabitzer (7)

Marko Arnautovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Schopf (6)

Ilsanker (6)

Kalajdzic (-)

Mário Cagica Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

GP Estados Unidos: Kimi Antonelli a dois pontos do título

A CORRIDA: AINDA NÃO FOI DESTA, MAS KIMI ANTONELLI FEZ TUDO O QUE LHE COMPETIA NO FIM DE SEMANA DE AUSTIN Kimi Antonelli venceu este domingo o Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, com o título a ser apenas uma formalidade à espera de acontecer, que será provavelmente na ronda seguinte, no México, onde um nono lugar chega para assegurar o cetro.

Bernardo Figueiredo · 2 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

O Açor não tem medo da Águia | Santa Clara x Benfica

«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.