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A CRÓNICA: BRILHANTISMO DA ÁUSTRIA VULGARIZA EQUIPA DE SHEVCHENKO

Foi uma entrada a todo o gás da seleção austríaca. A grande dúvida residia no posicionamento de David Alaba e foi, com alguma surpresa, que Franco Foda colocou o novo jogador do Real Madrid CF no lado esquerdo. A equipa ganhou muito com isso, está claro. Um vendaval de futebol ofensivo e de grande qualidade no primeiro tempo foi fundamental para este crescimento austríaco no jogo. Com Alaba “libertado” do sistema de três centrais, a Áustria também se libertou do pragmatismo de outros jogos e foi capaz de se assumir perante a Ucrânia.

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O golo de Baumgartner – infeliz com a lesão aos 33 minutos -, apesar de ter surgido de bola parada, surgiu com naturalidade no jogo, dada a superioridade austríaca na primeira-parte. No segundo tempo, a Áustria retraiu-se um pouco e permitiu que a Ucrânia crescesse e criasse situações de maior perigo junto de Bachmann, que, sempre que foi solicitado, respondeu com segurança.

Uma exibição de mão-cheia da Áustria, balanceando períodos de brilhantismo com momentos de maior segurança e pragmatismo capazes de comprovar a sua total superioridade no jogo. Um apuramento mais do que justo para a turma de Franco Foda. Tinha apostado neles como equipa-revelação deste campeonato e, para já, estão bem encaminhados. Quanto à Ucrânia, fica agora à espera de mais resultados para saber o seu futuro na prova.

 

A FIGURA

David Alaba – Voltou à lateral e foi feliz. Um dos principais responsáveis pela boa dinâmica ofensiva criada pela Áustria no jogo. Vê-lo na linha de três centrais é um perfeito desperdício para tudo aquilo que pode oferecer à seleção austríaca.

O FORA DE JOGO

Zabarnyi – Era difícil escolher qual o pior no setor defensivo. Entre Zabarnyi, Mykolenko e o próprio Matviyenko, qualquer um poderia ser o eleito. Muitas dificuldades para travar os austríacos e várias descoordenações básicas na linha defensiva que acabaram por ditar grande parte do insucesso na partida. Jogo para esquecer neste aspeto.

 

ANÁLISE TÁCTICA – UCRÂNIA

A seleção ucraniana entrou em campo num sistema tático que assentou num 4-3-3, com Malinovskyi, Yarmolenko e Yeremchuk soltos na frente e em busca de transições rápidas capazes de surpreender a Áustria. Surpreendido pelo abandono do sistema de três centrais, Shevchenko não conseguiu criar uma dinâmica positiva capaz de se desdobrar e fugir da teia montada pela equipa austríaca.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bushcan (6)

Karavaev (6)

Zabarnyi (4)

Matviyenko (5)

Mykolenko (5)

Sydorchuk (5)

Zinchenko (6)

Shaparenko (6)

Malinovskyi (5)

Yarmolenko (6)

Yeremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Tsygankov (5)

Marlos (5)

Besedin (-)

 

ANÁLISE TÁCTICA – ÁUSTRIA

A grande dúvida nesta seleção austríaca era a mesma de sempre: onde jogaria David Alaba? Desta vez, o craque da turma de Franco Foda largou a zona central e alinhou no corredor esquerdo, criando uma maior capacidade e dinâmica ofensiva nesse setor do terreno. A Áustria jogou em 4-2-3-1 e conseguiu criar dinâmicas variadas para atacar a baliza de Bushcan. Do lado esquerdo, maior organização e jogo focado em apoios frontais com Alaba e Laimer. Do lado direito, Lainer foi menos acutilante, mas procurou incorporar-se, quando possível, também nas ações mais ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Bachmann (7)

Stefan Lainer (6)

Aleksandar Dragovic (6)

Martin Hinteregger (7)

David Alaba (7)

Konrad Laimer (7)

Florian Grillitsch (7)

Xaver Schlager (6)

Baumgartner (7)

Marcel Sabitzer (7)

Marko Arnautovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Schopf (6)

Ilsanker (6)

Kalajdzic (-)

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