2014 de A a Z

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internacional cabeçalhoAlemanha Campeã do mundo pela quarta vez. O título fugia à Mannschaft desde 1990, mas Löw e os seus pupilos, sem terem sido arrasadores, foram os mais fortes no Brasil. Mais do que o título, a imagem que fica é a goleada de 7-1 imposta à Canarinha.

Brasil O país do futebol voltou a acolher uma Copa, e o “Maracanazo” de 1950 deu lugar ao “Mineirazo”, a maior derrota da História da selecção. Apesar da contestação social, a competição foi animada e proporcionou momentos que ficarão na memória dos amantes do desporto-rei.

Costa Rica – “Los Ticos” foram a grande sensação de um Mundial repleto de surpresas. Num grupo com três antigos campeões, a selecção de Jorge Luis Pinto conseguiu passar em primeiro e ainda afastou a Grécia nos oitavos, sendo apenas eliminada pela Holanda nas grandes penalidades. O futebol precisa de equipas como a Costa Rica.

Di StéfanoSe o Real Madrid é hoje o maior clube do mundo, muito o deve a “Don Alfredo”. Ídolo para muitos (incluindo Eusébio), é unanimemente considerado um dos melhores de sempre. Morreu aos 88 anos, mas deixou um herdeiro chamado Cristiano Ronaldo.

Eusébio O “Pantera Negra” partiu antes do seu ídolo. Um jogador que deu dimensão europeia ao Benfica, que colocou Portugal nas bocas do mundo (a partida com a Coreia do Norte é uma das mais marcantes de todos os Mundiais) e que conquistou um lugar entre os melhores do futebol.

Florentino Pérez – O presidente do Real finalmente conseguiu alcançar o objectivo que perseguia há anos: a conquista da décima Liga dos Campeões. Ancelotti, apesar de não ter sido campeão em Espanha, foi a escolha certa.

Godín – Foi o melhor central do futebol europeu, mas foi ofensivamente que se destacou. Depois de oferecer o título ao Atlético, em Camp Nou, marcou o golo que deu a vitória frente à Itália, que colocou o Uruguai nos oitavos. Decisivo.

Henry – É sempre uma pena quando jogadores com esta classe abandonam os relvados. O francês será sempre a figura maior da mítica equipa do Arsenal que venceu a Premier League sem derrotas. Golos de todo o lado, de todas as maneiras. Um artista que vai deixar saudades.

Ibrahimovic – Não foi um ano particularmente feliz para o sueco. Não esteve presente no Mundial e, apesar de ter guiado o PSG a mais um título, esteve muito tempo lesionado nesta primeira metade da temporada.

James – Foi o melhor jogador do Mundial, carregando autenticamente a selecção da Colômbia. O estatuto que ganhou na competição levou o Real a pagar cerca de 80 milhões pela sua contratação, fazendo da transferência de “El Bandido” uma das maiores de sempre.

KloseTornou-se o melhor marcador da História dos Mundiais no jogo dos 7-1. O alemão, que marcou 5 golos em 2002, 5 em 2006, 4 em 2010 e 2 neste ano, ultrapassou o “Fenómeno” Ronaldo.

Lisboa – Não é todos os dias que se vê a final da Liga dos Campeões ser disputada no nosso país. A capital portuguesa foi o palco de um emocionante jogo entre os dois grandes clubes de Madrid, que deu “La Decima” ao Real.

Manuel Neuer – Dizer que o alemão é o melhor guarda-redes do mundo é pouco. Neuer é um dos melhores jogadores do mundo, e a inclusão nos três finalistas que estão na corrida à Bola de Ouro é inteiramente justa. Foi campeão mundial e destacou-se pela qualidade na leitura de jogo a jogar como líbero e pela forma como conseguia sair a jogar.

NeymarTinha a responsabilidade de carregar o Brasil na Copa e não desiludiu. O país “desabou” quando percebeu que o craque não ia poder defrontar a Alemanha (lesionou-se num lance com Armero). Sem ele, a equipa de Scolari não teria ido tão longe.

Ochoa – Este foi o Mundial dos guarda-redes. Assistimos a exibições do outro mundo de Navas ou Tim Howard, mas terá sido o mexicano – que agora é suplente do Málaga – quem mais impressionou. Ficou na retina a fantástica defesa para travar um cabeceamento de Neymar.

Platini – Polémico e a causar controvérsia, como não podia deixar de ser. O presidente da UEFA, que tem manifestado a sua vontade de alterar as regras do futebol (mais substituições, “cartão branco”), não escondeu a sua posição em relação ao vencedor da Bola de Ouro – queria que ganhasse um jogador que venceu o Mundial – e foi acusado pelo Real de não ser imparcial.

Quarteto Fantástico” – O ataque do Real é uma coisa do outro mundo. Os BBC (Bale, Benzema e Cristiano) tiveram a companhia de Di María na primeira metade do ano e a de James neste início de temporada. Demolidor.

Ronaldo – Ambição é a palavra que melhor define o craque. Um ano quase perfeito para o português, quer em termos colectivos, com a conquista da Champions, quer em termos individuais, com a Bola de Ouro, a Bota de Ouro e inúmeros recordes.

Simeone Ser campeão à frente de Real e Barça é seguramente um dos maiores feitos do século XXI. Como se não bastasse, ainda colocou o Atlético na final da Champions. “El Cholo” tem um conjunto à sua imagem, e haverá poucas equipas em que se vê tanto o dedo do treinador como nos colchoneros.

Tévez – Renasceu em Itália. O argentino foi fundamental no título conquistado pela Juve, e nesta temporada continua em grande forma. Só mesmo numa selecção como a Argentina é que “El Apache” tem de ficar a ver o Mundial pela TV.

United – Os red devils, como se esperava, tiveram a pior classificação dos últimos anos. Moyes foi um fracasso e obrigou o emblema de Manchester a avançar para a contratação de Van Gaal, que pelo menos está a conseguir manter a equipa nos primeiros lugares. Di María, um dos melhores do mundo na primeira metade do ano, Falcao, Rojo ou Herrera foram reforços de um plantel que bem precisava de ganhar qualidade.

“Vampiro” – A mordidela de Suárez foi uma das cenas futebolísticas do ano. O uruguaio, que quase conduziu o Liverpool ao título, voltou a morder um adversário (desta vez a vítima foi Chiellini) e esteve afastado dos relvados no início da época. Perdeu o Barcelona, que o contratou por mais de 80 milhões de euros.

Xabi Alonso – Um grande ano para o médio espanhol. Deu um importante contributo na conquista da Champions por parte do Real (apesar de ter falhado a final) e transferiu-se para o Bayern, onde rapidamente se tornou um indiscutível para Guardiola.

Zanetti – Aos 40 anos, após 19 temporadas de entrega e dedicação ao Inter de Milão, um dos poucos one-club man do futebol europeu pôs fim à sua magnífica carreira. Um exemplo.

Tomás da Cunha
Tomás da Cunha
Para o Tomás, o futebol é sem dúvida a coisa mais importante das menos importantes. Não se fica pelas "Big 5" europeias e tem muito interesse no futebol jovem.                                                                                                                                                 O Tomás não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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