O Bola na Rede falou com João Fortes Rocha, autor do livro Marco Silva – Um percurso mágico sobre a carreira do treinador português. A obra já está disponível.
João Fortes Rocha, autor da obra Marco Silva – Um percurso mágico, conversou com o Bola na Rede sobre a carreira do treinador português. O autor acompanha o novo treinador do Benfica desde a sua chegada ao Estoril Praia, como jogador, ainda em 2005.
À data era capitão dos canarinhos no momento em que o clube entrou em risco de insolvência e assumiu sempre o papel de liderança durante a entrada de João Lagos com o Grupo Lagos Sports para evitar o colapso e no investimento da empresa brasileira Traffic Sports Europe que permitiu reorganizar o futebol profissional.
Ainda enquanto jogador, Marco Silva representou diversos clubes como o Belenenses, Atlético CP e Rio Ave. Terminou a sua carreira na temporada 2010/2011 para assumir o posto de dirigente da equipa da linha. Na época 2011/12 assumiu o comando do Estoril Praia, onde ficou durante três temporadas e conseguiu êxitos memoráveis.


Na visão do escritor, a caminhada de 2012/13 foi mágica com o apuramento para a Europa League depois de ter terminado a Primeira Liga com um histórico quinto lugar. Este lugar deveu-se ao trabalho muito bem elaborado da equipa técnica, de contratações acertadas como a de Evandro, titular do Estrela Vermelha, juntamente com a aposta em jovens como Eduardo, Licá e Jefferson.
Depois dos canarinhos vieram o Sporting, onde apenas numa temporada conquistou a Taça de Portugal e o Olympiacos onde venceu a Liga Grega com 85 pontos em 90 possíveis. Em 2016/17 assumiu o Hull City, numa situação delicada e em último lugar da Premier League. Apesar de não ter salvo os tigers da despromoção, o seu trabalho foi bem referenciado, o que lhe facilitou na chegada ao Watford e, já em 2018, ao Everton
«Marco Silva terminou a primeira época no Everton no oitavo lugar, e com Carlos Ancelotti que não precisa de apresentações ou com David Moyes não conseguiu ter uma classificação tão positiva», destacou o autor, que prosseguiu com a análise à sua chegada ao Everton.


«O maior desafio dentro da Premier League foi o Everton pelo seu tamanho. O Everton é um clube com muita história e títulos principalmente na década de 70 e 80. Devido à cidade que respira muito os dois clubes e à mídia que faz manchetes diárias com o Everton e o Liverpool. Marco Silva foi despedido a meio da época mas estava nos oitavos da Taça da Liga Inglesa que poderia levar a uma presença em Wembley», reforçou João Fortes Rocha.
Depois do Everton, Marco Silva chegou ao Fulham, o seu mais longo projeto da carreira. Durante cinco temporadas, o técnico orientou os cottagers e estabilizou o clube na Premier League.
«No Fulham o sucesso deveu-se a uma simbiose entre treinador, adeptos e equipa. Estabilizou o clube na Premier League, venceu em casa do seu maior rival, o Chelsea, e bateu o recorde de pontos com 54 pontos. Rejeitou ofertas astronómicas da Arábia. Esse conjunto de factos fez do Marco Silva um treinador muito acarinhado pelos adeptos, basta ver como o clube se despediu dele», salientou o autor.


Segundo João Fortes Rocha, este era o momento certo para o técnico português voltar a Portugal:
«Sem dúvida que este era o momento certo para o Marco voltar a Portugal, para um clube da dimensão do Benfica e pela ambição que tem por conquistar títulos. Acho que nesta temporada pode haver uma luta a quatro no campeonato e que o Benfica tem condições para lutar pela Europa League.
A massa associativa apoia o treinador, o 4-2-3-1 clássico de Marco Silva e a pressão alta que é a sua característica com uma defesa alta e sólida, são fatores que, sem querer tentar prever algo, mas acho que o Benfica pode ser mais competitivo esta temporada».


Perguntado sobre como conseguiu os depoimentos para a obra o autor disse:
«Foi muito acessível chegar às pessoas que trabalharam com o Marco. É uma pessoa muito carismática».
Clubes como por exemplo, o Cova da Piedade, Campomaiorense, Trofense, Atlético CP, Fulham, Estoril Praia e Rio Ave forneceram fotografias e depoimentos do atual treinador do Benfica para a produção do livro, que começou a ser escrito em janeiro de 2026 ainda antes da chegada do treinador ao Benfica. Marco Silva escreveu o prefácio e deu total liberdade ao autor para escrever a obra.



