Análise do Grupo E | Euro 2020

ESPANHA

A SELEÇÃO
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A seleção espanhola parte em busca do regresso às grandes conquistas. Vale a pena relembrar que, antes de Portugal se sagrar campeão europeu em 2016, os espanhóis eram os detentores do título, com as conquistas nos Campeonatos da Europa de 2008 e 2012 e, pelo meio, o Mundial de 2010. No entanto, desde o último Europeu conquistado, a Espanha nunca mais ficou no top-8 de seleções, ora ficando afastada logo numa fase de grupos, ora não indo além dos “oitavos” de uma prova.

Em relação às últimas convocatórias de Luis Enrique, as grandes novidades são a ausência de Sergio Ramos e a inclusão de Aymeric Laporte – o primeiro devido a lesão e o segundo por se ter naturalizado espanhol, recentemente. Face à ausência do experiente central e capitão, esta será a primeira vez que a seleção roja vai disputar uma competição internacional sem um único jogador do Real Madrid CF convocado. Apesar de tudo, terão os espanhóis condições para ir longe na competição?

A ESTRELA

Koke – Entre o lote de convocados, Jordi Alba até é o jogador com mais internacionalizações pela seleção espanhola, mas o destaque vai para Koke, médio que foi uma das peças fundamentais para a conquista do título por parte do Club Atlético de Madrid. Inteligente a pensar o jogo e rápido a executá-lo, o espanhol de 29 anos parece estar quase sempre um passo à frente dos adversários.

Quando entrar pela primeira vez em campo no Europeu, Koke vai somar a 50.ª internacionalização e procurará marcar o primeiro golo de sempre pela seleção principal de Espanha. Depois da época que fez pelos colchoneros (onde se encontra desde a formação), não haverá melhor altura para dar nas vistas ao serviço do seu país.

A REVELAÇÃO

Pedri González – A escolha entre Pedri González e Rodri Hernández (Manchester City FC) não foi fácil, mas a escolha para revelação acaba por recair para o jovem do FC Barcelona por uma razão em particular: ter feito uma extraordinária época nos catalães com apenas 18 anos.

O drible imprevisível, os pormenores técnicos e a capacidade para atrair e trocar as voltas aos adversários tornam-no um dos médios mais promissores do futebol mundial, não sendo por acaso a avaliação atual de mercado em 70 milhões de euros. Pedri estreou-se pela seleção principal este ano ao ter disputado três jogos de qualificação para o Mundial 2022 e será aposta no Europeu, podendo vir a revelar-se como uma das grandes revelações da prova.

O SELECIONADOR

Luis Enrique – O técnico de 51 anos tornou-se selecionador espanhol em julho de 2018 e, depois de já ter orientado as estrelas do país na Liga das Nações e nas fases de apuramento para as provas entre seleções, terá agora a sua verdadeira prova de fogo.

Ao longo da sua carreira, Luis Enrique treinou emblemas como o RC Celta de Vigo e o AS Roma, mas o clube onde mais se destacou foi, sem dúvida, o FC Barcelona – entre 2014 e 2017 conquistou nove troféus (três dos quais a nível internacional) e foi ainda nomeado melhor treinador do mundo em 2015. Pela seleção espanhola leva 11 triunfos em 19 jogos e espera-se que, no europeu, tente implementar o seu melhor futebol, nomeadamente o célebre ‘tiki-taka’.

ATÉ ONDE PODEM IR?

No grupo onde está inserida, a seleção espanhola não tem outra alternativa senão a de se assumir como principal favorita a vencê-lo, pese embora a qualidade das restantes seleções. É certo que o favoritismo nem sempre é sinónimo de sucesso garantido, mas tendo em conta a qualidade de todos os intervenientes convocados, a Espanha tem perfeitas condições para ir longe no Europeu. Dessa forma, os comandados de Luis Enrique podem ser também vistos como potenciais candidatos a regressar à final da competição, mediante os adversários ao longo do percurso.

Miguel Simões
Miguel Simõeshttp://www.bolanarede.pt
Já com uma licenciatura em Comunicação Social na bagagem, o Miguel é aluno do mestrado em Jornalismo e Comunicação, na Universidade de Coimbra. Apaixonado por futebol desde tenra idade, procura conciliar o melhor dos dois mundos: a escrita e o desporto.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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