Eslováquia 0-0 Inglaterra: Como uma primeira parte fantástica pode não chegar para vencer

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INGLATERRA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

O onze inicial de Inglaterra não contemplava aquela que será a sua maior referência, Rooney; porém, a ausência do “10” inglês não foi minimamente consentida. Pelo contrário. O facto de não ter um “target” permitiu maior (e melhor) circulação de bola a toda a largura do terreno, com Henderson e Dier em destaque na recuperação, e com Wilshere na construção e Lallana a concluir, quer visando a baliza, quer procurando um homem a quem dar o último passe. Assim se chegou com perigo à baliza da Eslováquia: Henderson deu para Vardy e este, de costas para a baliza, assistiu Lalana para um disparo que não saiu longe das redes adversárias.

Era o primeiro aviso de um ataque organizado, quase sempre com muitos homens (laterais muito subidos) e com uma ideia consistente na construção ofensiva, contando, não raras vezes, com o recuo de um dos avançados.

A equipa foi insistindo, sufocando. Primeiro foi Vardy a espreitar uma desatenção, isolar-se e atirar contra Kozacik. Depois foi Lalana a concluir vistosa jogada colectiva com um disparo salvo por grande defesa do guarda-redes eslovaco e, por fim, Henderson, à entrada da área, a desferir um remate com selo de golo, mas evitado pelo voluntarismo de Durica, que deu o corpo ao manifesto.

Jogava-se bem; só faltava concluir.

Mas esse “só” foi suficiente para a equipa ficar ansiosa, no segundo tempo, com um atraso comprometedor de Smalling a Joe Hart a comprová-lo. É certo que a Inglaterra respondeu logo a seguir, por Clyne , mas isso não foi suficiente para acalmar as hostes britânicas, e a equipa deixou de construir tão bem, situação que piorou quando Hodgson colocou Rooney em campo, para o lugar de Wilshere, com a equipa a procurar uma referência individual em vez de um propósito comum. Isso saiu caro, e a última vez em que se viu perigo foi à passagem do minuto 60, quando Skrtel salvou o golo em cima da linha de baliza após remate de Delle Ali.

Defensivamente, a equipa não comprometia, mas o domínio passou a ser apenas territorial, sem grande consequência, e isso acabou por custar o 1.º lugar do grupo.

Classificação dos jogadores:

Hart – 5

Clyne – 7

Cahill – 6

Smalling – 5

Bertrand – 6

Dier – 7

Henderson – 7

Wilshere – 7

Lallana – 7

Sturridge – 6

Vardy – 6

Rooney – 4

Alli – 5

Kane – 4

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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