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A CRÓNICA: DE HERÓI A BESTA

Ambas as equipas começaram o jogo sem saber se seriam eliminadas, tendo a Espanha uma pressão extra, pois, para além de favorita, estava também em lugar de descida à partida para o jogo, sendo obrigada a ganhar para não ter de contar com terceiros.

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Logo ao minuto 10, o árbitro assinala falta de Koke sobre Hromada, mas depois de consultar o vídeo-árbitro este assinala penálti para a Espanha, que é defendido por Dúbravka após o remate de Morata. Mas se este havia sido o herói a defender, eis que ao minuto 30’ comete um erro clamoroso ao inserir a bola dentro da própria baliza, colocando a Espanha em vantagem.

Mas a história da primeira parte não ficava por aqui, sendo que quase a terminar a primeira parte, após um canto defendido pela Eslováquia, a bola volta à área onde Moreno se antecipa a Dúbravka e cruza para Laporte que se estreou a marcar pela seleção espanhola, tornando o resultado mais a imagem do que havia vindo a ser o jogo: um controlo total da Espanha.

A segunda parte começa da mesma maneira que foi o jogo todo da primeira, com a Espanha a jogar e a Eslováquia a ver, sendo que não tardou a que Sarabia castigasse os eslovacos pela liberdade com que deixavam jogar. Aos 66 minutos, Morata sai de campo sobre um coro de assobios misturados entre palmas para a entrada de Ferran Torres, que só precisou de um toque para marcar de calcanhar após um canto estudado, mas não foi o único a precisar de apenas um toque para participar num novo golo, pois Pau Torres logo de seguida entra e assiste para o auto-golo de Kucka, fazendo com que o pesadelo da Eslováquia continuasse.

A Espanha passeou totalmente em campo, sendo que a Eslováquia nunca criou perigo ou mostrou intenções de o fazer, permitindo que a goleada fosse consumada e a Espanha passasse em segundo no grupo num jogo fácil e que colocou os eslovacos a fazer contas.

 

A FIGURA

Pedri – Um autêntico Iniesta hoje em campo. A forma como fez a Espanha jogar e controlar o jogo foi de uma categoria digna de um maestro. Contribui para três dos golos e a sua capacidade de passe foi indispensável para a vitória da Espanha

 

O FORA DE JOGO

Martin Dúbravka – Aos dez minutos de jogo era o herói do jogo, mas infelizmente o jogo só termina aos 90 minutos e pouco depois de defender um penálti cria um auto-golo caricato, não se percebendo o que se passou. Tem também culpas no segundo golo da Espanha, sendo que a sua saída da baliza comprometeu a equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÁQUIA

A Eslováquia entrou em campo com um sistema tático de 4-2-3-1, fazendo apenas duas alterações em relação ao último jogo, entrando Hromada e Haraslín. Duda voltou a atuar como falso ponta de lança com apoio do experiente e capitão Hamsik.

O processo de criação começava curto através dos defesas, mas sempre que o passe saia novamente para o guarda-redes, a bola era chutada para a frente, que, sem nenhuma referência ofensiva, era perdida e a equipa prontamente recuperava, puxando os dois jogadores mais ofensivos para perto do meio-campo, oferecendo o ataque à Espanha

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Martin Dúbravka (3)

Peter Pekarík (3)

Lubomír Satka (4)

Milan Skriniar (5)

Tomás Hubocan (5)

Jakub Hromada (4)

Juraj Kucka (4)

Lukás Haraslín (5)

Marek Hamsik (6)

Robert Mak (5)

Ondrej Duda (5)

SUBS UTILIZADOS

Stanislav Lobotka (6)

Michal Duris (6)

Vladimir Weiss (5)

Tomas Suslov (5)

Laszlo Benes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

A Espanha entrou em campo com algumas alterações no “onze” inicial, alterando quatro jogadores desde o último encontro com a Polónia, mas continuando a alinhar no 4-3-3 base.

Gerard Moreno começou a jogar na esquerda, permitindo que Sarabia atuasse no seu lado preferencial, mas fez com que o primeiro se colocasse demasiado aberto, não permitindo atuar tanto na área, algo que mudou após o primeiro golo e teve efeitos positivos com a entrada na área do avançado.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

Jordi Alba (6)

Éric García (6)

Aymeric Laporte (7)

Cezar Azpilicueta (6)

Sergio Busquets (6)

Pedri (9)

Koke (6)

Gerard Moreno (6)

Alvaro Morata (4)

Pablo Sarabia (8)

SUBS UTILIZADOS

Ferran Torres (7)

Pau Torres (6)

Thiago Alcantara (6)

Adama Traore (6)

Mikel Oyarzabal (6)

Artigo revisto por Joana Mendes

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