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A CRÓNICA: VERDADEIRA ESPANHA SÓ APARECEU NOS MINUTOS FINAIS

A Eslováquia já tinha patrocinado a primeira surpresa do grupo E depois de bater a Polónia de Paulo Sousa por 2-1, e Luís Enrique e os seus homens não quereriam ser também surpreendidos por uma seleção manifestamente inferior. Do outro lado estava essa seleção da Suécia, recheada de guerreiros que dariam tudo para conseguirem segurar nem que fosse um ponto que se possa mostrar essencial na qualificação para a próxima fase.

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A toada da partida foi, como todas as probabilidades evidenciavam, apenas uma: a seleção ibérica com muita posse de bola e com muita paciência para procurar o momento certo para atacar a baliza adversária, enquanto os nórdicos ficariam à espera quase no último terço do campo que o adversário atacasse para depois, quando ganhasse a bola, pudesse sair com as suas armas, essencialmente de forma longa para os dois homens mais avançados.

A verdade é que os minutos foram passando e a Espanha pouco ou nada criou dentro da área dos suecos. Destaque para duas oportunidades, uma defendida por Olsen, e a outra falhada de forma algo displicente por Morata.

Na segunda parte o jogo foi muito semelhante e apenas de um sentido. Todos os 21 jogadores reunidos num único meio-campo com breves e pouco recorrentes saídas dos suecos para o ataque. O tempo ia-se esgotando e quanto mais apertado ficava, mais a seleção espanhola se apressava. Começaram a trocar a bola de forma mais rápida e as oportunidades começaram a cair. Ainda assim, o que não caiu foi o golo e por isso o resultado não sofreu qualquer alteração durante os 90 minutos. Um ponto para cada equipa, que acaba por ser justo porque a Suécia jogou bem o seu jogo, e por enquanto pouco preocupante para a Espanha porque é claramente superior e pode perfeitamente ganhar os dois jogos que se seguem.

 

A FIGURA

Organização defensiva da Suécia – Muitos certamente não apoiarão, mas a Suécia acabou por fazer um jogo quase perfeito dentro daquilo que tinha pensado para o mesmo. Raramente se desorganizou e foram poucas as grandes oportunidades que concedeu ao adversário. Por outro lado, conseguiu também sair para o ataque algumas vezes, tendo criado duas excelentes oportunidades para alterar o marcador. Não conseguiram, mas ainda assim levam um ponto que pode ser considerado uma pequena vitória, tendo em conta que são individualmente inferiores.

 

O FORA DE JOGO

Inspiração ofensiva da Espanha – A seleção ibérica comandou toda a partida e acabou por ter algumas ocasiões, apesar de poucas terem sido verdadeiramente perigosas. Isto deveu-se muito à falta de inspiração dos homens mais ofensivos da equipa, que talvez num outro dia tivessem conseguido pelo menos criar mais perigo para a baliza adversária. No fim do jogo contabilizam-se três ou quatro grandes defesas do guarda-redes, sendo que houve um total de 17 remates da seleção em toda a partida. Pede-se mais para quem tem aspirações de chegar longe na competição.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Luís Enrique optou por dispor a equipa num 4-5-1 composto por uma linha de três à frente da linha defensiva, onde Pedri assumiu um papel mais importante na construção, juntamente com Koke, e onde Rodri foi o principal responsável pela transição defensiva da equipa, podendo então falar-se num triângulo a meio-campo.

Nas linhas jogaram Férran Torres pela direita e Dani Olmo pela esquerda, com o primeiro a ocupar terrenos sempre mais laterais e o jogador do RB Leipzig a procurar mais o interior do terreno, servindo algumas vezes como o apoio ao ponta de lança, Morata. Muito do momento ofensivo da equipa advém também das incursões dos laterais, Llorente (que não é um defesa lateral de raiz) e Jordi Alba, muito rápido a aparecer nas costas do extremo do seu lado. Atrás, no comando das operações e com pouco trabalho durante os 90 minutos estiveram Laporte e Pau Torres, dois “meninos” no que diz respeito a estas grandes competições. A ideia de jogo da equipa era claramente explorar os corredores, até porque parece ter algumas dificuldades no que concerne ao jogar entrelinhas e desbloquear a defesa adversária com boas combinações interiores.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simon (5)

Marcos Llorente (6)

Laporte (7)

Pau Torres (7)

Jordi Alba (6)

Férran Torres (6)

Koke (6)

Rodri (6)

Pedri (7)

Dani Olmo (5)

Morata (5)

SUBS UTILIZADOS

 Sarabia (5)

Thiago Alcantara (6)

Oyarzabal (5)

Gerard Moreno

Fábian Ruiz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

Os nórdicos entravam para este jogo com poucas hipóteses teóricas de somar os três pontos e por isso desde cedo mostraram muito respeito pelo adversário. Fecharam-se num 4-4-2 formado por Lustig mais à direita, Lindelof e Danielson no centro e Augustinsson à esquerda. Numa linha mais avançada, mas quase colada à defensiva apareceram os médios Olsson e Ekdal, com Larsson e Forsberg a jogar pelas linhas. Mais à frente Berg e Isak, o primeiro mais forte fisicamente e o segundo mais capaz de ter bola no pé e ajudar a equipa a partir para a transição ofensiva. O desenho do 4-4-2 foi quase escrupulosamente cumprido, com a equipa a posicionar-se muito bem para não sofrer golos e conseguir, numa ou outra bola, tentar fazer um tento que oferecesse os três pontos que dificilmente ganhariam.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Robin Olsen (7)

Lustig (6)

Lindelof (7)

Danielson (7)

Augustinsson (6)

Larsson (6)

Olsson (8)

Ekdal (7)

Forsberg (6)

Berg (6)

Isak (7)

SUBS UTILIZADOS

Quaison (5)

Claesson (5)

Krafth (5)

Cajuste (-)

Bengtsson (-)

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