5 seleções que desiludiram no Mundial 2026

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O Mundial de 2026 terminou no domingo com a vitória da Espanha na final frente à Argentina, mas outras seleções houve que também partiam com grandes ambições para o torneio e acabaram por desiludir e frustrar os seus adeptos e o mundo do futebol.

São cinco exemplos de seleções que fizeram um Mundial abaixo das expectativas que vamos falar neste texto.

1.

Turquia Jogadores
Fonte: Federação Turca de Futebol

Turquia – Foi a primeira grande desilusão deste Mundial ao ser afastado logo na fase de grupos num grupo relativamente acessível onde estava o anfitrião Estados Unidos da América com quem conseguiu a única vitória no torneio quando já estava eliminada. Depois de ter chegado aos quartos de final do último Europeu havia a esperança entre os adeptos turcos que esta geração confirmasse no Mundial tudo o que tinha prometido no passado. Nos dois primeiros jogos, a Turquia teve mais posse de bola e mais remates por larga margem, mas falhou no essencial do futebol, a eficácia. 62 remates e zero golos marcados. Acabou por ser um domínio inconsequente, revelando incapacidade em ultrapassar blocos baixos compactos e vulnerabilidade nas transições ofensivas das equipas contrárias. Numa seleção que contava com as jovens estrelas Arda Guler (Real Madrid) e Kenan Yildiz (Juventus) terão outras oportunidades para brilhar na principal montra do futebol o mesmo pode não acontecer com o capitão Hakan Çalhanoglu que com 32 anos, terá sido a sua última aparição no Mundial.

2.

Sidny Cabral Cabo Verde Agustín Cannobio Uruguai
Fonte: Federação Cabo-Verdiana de Futebol

Uruguai – Campeão mundial em 1930 e 1950, o Uruguai entrava neste torneio com expectativas de chegar o mais longe possível, mas também caiu prematuramente na fase de grupos do Mundial sem ter alcançado uma única vitória. A geração de Suárez e Cavani que tantas alegrias deram aos sul-americanos já lá vai e a federação apostou no argentino Marcelo Bielsa para comandar a seleção, mas a aposta acabou por revelar-se um fracasso. O Uruguai apresentou uma geração no ponto certo com jogadores entre os 25 e os 29 anos, mas Bielsa não conseguiu pôr a equipa a jogar, com opções discutíveis no onze e erros próprios dos jogadores. A própria pressão da imprensa e dos exigentes adeptos uruguaios não ajudaram e também contribuíram para o fracasso desta seleção histórica. A forma de jogar foi sempre reativo e com um futebol feito de mudanças de ritmo e de pressão, mas sem qualquer criatividade que, por exemplo, a utilização de Zalazar poderia colmatar. Apenas Maxi Araujo foi poupado pelos adeptos no regresso ao Uruguai reflexo do bom torneio que fez.

3.

Casemiro Neymar Brasil Jogadores
Fonte: CBF

Brasil – Crónico candidato à vitória no Mundial, o Brasil apresentava-se na América disposto a terminar o jejum de 24 anos sem vencer o torneio. Para isso, apostou forte no consagrado técnico italiano Carlo Ancelotti para conseguir esse objetivo. Sempre com grande pressão dos adeptos e da comunicação social, o Brasil mais uma vez fracassou. O escrete apesar de dispor de um técnico europeu, ainda não conseguiu adaptar-se ao futebol moderno. Já não há a magia de Romário, Ronaldo Nazário ou Ronaldinho Gaúcho, decisivos para os últimos títulos mundiais em 1994 e 2002. Neymar chamado à última hora, não conseguiu fazer a diferença tal como o resto da equipa que mais uma vez acusou a pressão. Falta ao Brasil a magia e imprevisibilidade de outros tempos e também a consistência tática que as seleções europeias mais fortes possuem. Coincidência ou não, nas últimas três fases finais, o Brasil foi sempre eliminado por seleções europeias. Em 2018, foi afastado pela Bélgica, em 2022 pela Croácia e este ano acabou eliminada nos oitavos de final frente a uma das sensações do torneio, a Noruega, cujo bombardeiro Haaland destruiu a defensiva brasileira. O hexa ficará adiado para 2030, mas ainda terá de mudar muitas coisas na equipa e a federação conta com Ancellotti para fazer essa transformação.

4.

Roberto Martínez Jogadores Portugal
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Portugal – Muito se falou do favoritismo de Portugal neste Mundial. Opinião unânime entre o presidente da federação, selecionador e jogadores. Mas o que se viu em campo foi outra coisa bem diferente, bem mais dececionante. Roberto Martínez nunca conseguiu impor a sua identidade, uma ideia de jogo à equipa que nunca fez uma partida bem conseguida à exceção do encontro com o frágil Uzbequistão. As questionáveis opções do selecionador também ajudaram à desilusão. A pouca utilização de jogadores como Gonçalo Ramos, Francisco Trincão e Francisco Conceição foram a prova disso. Provavelmente as altas expectativas que foram impostas também não ajudaram ao bom rendimento da equipa. Portugal acabou por ficar nos oitavos de final da prova, longe dos objetivos traçados por Pedro Proença, diante da campeã do mundo Espanha num jogo equilibrado na primeira parte, mas que na segunda os espanhóis impuseram o seu jogo, a nossa seleção recuou demasiado e sofreu já em período de descontos. Entretanto, Martínez já saiu e é com Jorge Jesus que Portugal vai enfrentar as próximas batalhas a começar pela Liga das Nações já em setembro.

5.

Andrés Cubas Paraguai Jamal Musiala Alemanha Paraguai
Fonte: Federação Paraguaia de Futebol

Alemanha – Foi a grande desilusão do Mundial. Apesar de estar numa segunda linha de favoritos à conquista do torneio, a tetracampeã do mundo é sempre uma forte candidata. Depois de uma “entrada de leão” contra Curaçau com uma goleada, a Mannschaft foi caindo de jogo para jogo até à surpreendente queda logo nos 16-avos de final contra o Paraguai nos penáltis. O selecionador Julian Nagelsmann foi considerado o principal responsável de mais esta frustração. É-lhe atribuída a responsabilidade de não ter dado uma identidade própria à equipa e de mudar muito os jogadores de uma partida para a outra. A seleção alemã precisa de saber como quer jogar. A organização, método e a eficácia que anteriores gerações tinham, desapareceram da atual equipa. Desde o título mundial de 2014 que a Alemanha não chega à fase decisiva num Mundial. Para isso, a federação já atuou e Nagelsmann deixou a seleção. E Jurgen Klopp é o senhor que se segue com o objetivo de dar essa identidade que se perdeu na equipa germânica que dispõe de matéria-prima suficiente para fazer mais em próximas competições internacionais.

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