Luís Freire analisou a derrota de Portugal sub-21 frente à Bulgária, em jogo de qualificação para o Euro 2027.
Luís Freire sofreu a primeira derrota desde que assumiu o comando da Seleção Nacional sub-21. Portugal esteve em vantagem até aos minutos finais, mas acabou por perder por 2-1 frente à Bulgária, resultado que adiou a confirmação do apuramento para o Euro 2027. No final do encontro, o selecionador apontou a falta de eficácia e alguns erros defensivos como fatores decisivos para a reviravolta:
«A análise é simples de se fazer. Tivemos uma primeira parte em que entrámos muito bem, completamente dominadora. Tivemos seis, sete oportunidades de golo, bolas no poste, o guarda-redes defende algumas bolas de golo. Portanto, um caudal ofensivo muito bom, contra uma equipa que já tinha provado com a Chéquia que também não é fácil jogar com ela em sua casa. Mas a verdade é que conseguimos ter esse ascendente todo e não fizemos golos. Falhámos muitas oportunidades na primeira parte, penso que é justo dizer que merecíamos estar a ganhar ao intervalo de forma clara», começou por dizer declarações ao Canal 11.
Luís Freire confessou que várias oportunidades poderiam ter permitido à equipa fechar o encontro antes da reação búlgara:
«Na segunda parte, voltamos com a mesma energia, com a mesma vontade de conseguir fazer o golo, continuamos a criar oportunidades e não permitir muito à Bulgária. Acabamos por fazer o 1-0, justo, e depois temos duas, três, quatro oportunidades. A partir do 1-0 a Bulgária também arrisca mais, o jogo fica mais partido, mais físico e também jogado mais em contra-ataque da Bulgária. Mas podíamos ter feito por várias vezes o nosso golo, pelo Afonso Moreira, o Rodrigo Mora, Rafael Nel. Não finalizando o 2-0, não matamos o jogo. Se a bola entrasse podíamos ter feito três, quatro, cinco golos», explicou.
O selecionador português falou sobre a forma como a equipa abordou os duelos defensivos e permitiu que a Bulgária recuperasse confiança no encontro:
«Não marcamos, temos feito golos e hoje não fizemos, e acabamos por sofrer também onde não costumamos sofrer. A partir do canto fizeram o 1-1 e, claro, não tinham nada a perder, arriscaram. Nós também tentamos ganhar na mesma, mas desequilibramos demasiado. Tem de servir de lição, principalmente depois de estar a ganhar por 1-0, temos de ser mais eficazes para fazer o segundo golo, dar a quem está mais bem posicionado. Depois nos duelos, na parte defensiva, temos de estar todos juntos, não podemos perder duelos perto da área, demos confiança à Bulgária e isso acabou por nos custar caro. Sofremos um, sofremos dois. Equipa que não sofria golos… também sofre golos, é o futebol», afirmou.
Luís Freire foi questionado sobre a falta de golos na primeira parte e disse o seguinte:
«Não sei, na Escócia marcámos dois, na Irlanda do Norte marcámos dois. Marcámos na segunda parte e podíamos ter marcado mais aqui. Nós temos criado muitas oportunidades, que é o que interessa, é o processo, ter a capacidade de chegar. Claro que a bola não entrou, bateu no poste e o guarda-redes defendeu, mas se continuarmos a criar assim ela vai entrar na primeira e na segunda parte. Não tenho dúvidas nenhumas, continuando com a energia que eles estão a meter e a fome de jogar…».

