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A Bélgica venceu hoje por 1-0 a Rússia e garantiu, já no segundo jogo, a qualificação para os oitavos de final do Mundial 2014. Muito embora no que toca aos resultados a selecção de Hazard e companhia esteja a conseguir um percurso imaculado, quem viu ambos os jogos não fica assim tão convencido da capacidade belga. Hoje, o jogo foi equilibrado e pendeu para a Bélgica mas podia perfeitamente ter caído para o lado russo. O golo acabou por ser apontado pelo avançado Origi de apenas 19 anos, que saltou do banco para substituir Lukaku a meio da segunda parte.

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O jogo começou melhor para a Bélgica que, nos primeiros trinta minutos, conseguiu controlar a maioria da posse de bola, superiorizando-se a meio-campo e exerceu assim um maior domínio do jogo embora a Rússia nunca tenha estado propriamente em dificuldades. Só Mertens criava desequilíbrios através da sua velocidade no flanco direito. De resto, foram até do lado da equipa de Capello as situações mais perigosas da primeira parte. Kanunnikov, Shatov e Fayzulin mostraram-se sempre perigosos cada vez que a Rússia conseguia sair numa transição, colocando velocidade na mesma e colocando inclusive Courtois à prova por duas vezes. Em ambas o guarda-redes do Atlético de Madrid respondeu bem a remates fortes de fora da área. A Bélgica dava sempre ideia de ser mais vulnerável nas laterais defensivas (onde actuaram Alderweireld, na direita, e Vertonghen na esquerda que substituiu Vermaelen lesionado no minuto 31) e foi por aí que, nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, a Rússia explorou algum cansaço do lado belga que apareceu depois de uma entrada forte no jogo.

A segunda parte praticamente toda foi a confirmação daquilo que se passou no final da primeira: a Rússia mais fresca, a conseguir empurrar um conjunto de grandes jogadores para trás e a apagar as estrelas ofensivas da Bélgica do jogo, como Lukaku, Hazard ou De Bruyne. O jogo estava claramente amarrado e tiveram de ser as mexidas nos bancos a exercer alguma influência no desenrolar da partida. Na Bélgica entraram Origi por Lukaku – mais um jogo apagadíssimo por parte do jovem ponta de lança – e Mirallas por Mertens que na segunda parte não conseguiu manter o elevado rendimento da primeira. Pelo lado russo Capello fez apenas uma substituição até aos 80 e poucos minutos e não conseguiu dar uma outra agressividade ofensiva ao jogo, deixando Dzagoev e Kerzhakov no banco até tarde demais. Talvez tenha faltado essa ambição ao italiano que precisava desta vitória para se apresentar com melhores probabilidades no terceiro e último jogo do grupo, com a Argélia.

O treinador belga não se conteve nos festejos com o golo ao minuto 88  Fonte: FIFA
O treinador belga não se conteve nos festejos com o golo ao minuto 88
Fonte: FIFA

O jogo chegou à sua fase final a partir de um livre muito bem executado pelo recém entrado Mirallas que embateu no poste defensivo por Akinfeev. Desde aí sucederam-se as iniciativas dos homens mais avançados da Bélgica que, empolgados pela oportunidade de golo, arrancaram para uma série de jogadas individuais que acabaram por resultar no golo de Origi aos 88 minutos, depois de uma boa jogada de Hazard pelo lado esquerdo do ataque. Com este resultado a Rússia vê a sua qualificação ficar muito complicada, esperando com atenção o resultado do encontro entre Coreia do Sul e Argélia. A Bélgica, por seu lado, praticamente garante o primeiro lugar do grupo e, caso Portugal consiga a qualificação, afigura-se um duelo nos oitavos entre Hazard e companhia e a equipa de Paulo Bento… seria um bom sinal!

A Figura:

Mertens – O extremo belga foi o elemento mais desequilibrador da partida, muito embora o seu rendimento na segunda parte tenha caído um pouco. Foi, ainda assim, o maior perigo para uma Rússia bem organizada e mostrou que Wilmots fez bem em conceder-lhe a titularidade numa equipa que conta com tantos e tão bons jogadores para a frente de ataque.

O Fora de Jogo:

Fabio Capello – O técnico italiano, embora não tenha tido a sorte do seu lado, não foi capaz de arriscar no momento em que se via uma Rússia capaz de vencer o jogo. Dzagoev e Kerzhakov são ambos jogadores que poderiam ter dado algo mais ao jogo se lançados mais cedo e, se Shatov apresentava um bom rendimento a nº 10, já o ponta de lança Kokorin poderia ter saído mais cedo… assim como saiu Lukaku na Bélgica, que foi substituído pelo autor do golo.

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