O «respeitinho» é muito bonito | Diário do Mundial #6

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Arrancou a segunda ronda da fase de grupos do Mundial 2022 e, consequentemente, surgem as primeiras decisões ou, no mínimo, é mostrado o caminho mais provável para cada uma das seleções numa competição em que, globalmente, tem sido notória a dificuldade para conquistar vitórias, tal é o equilíbrio entre os teoricamente favoritos e os seus adversários. Curiosamente, com a vitória do Irão frente ao País de Gales, o Grupo B ficou ao rubro, sendo que o último jogo do dia (Inglaterra 0-0 Estados Unidos) também veio contribuir para um cenário em que tudo pode acontecer a cada uma das seleções, ainda que com probabilidades distintas.

Por outro lado, no Grupo A do Mundial 2022, temos a primeira vítima, ainda que não seja necessária a viagem de regresso a casa, pois falamos da seleção anfitriã: o Catar. Apesar de uma exibição com mais conteúdo dos anfitriões comparativamente com o jogo inaugural, o Senegal acabou por conquistar os três pontos, entrando na última jornada com todas as possibilidades de seguir em frente, ainda que seja obrigado a vencer, já que o empate entre os Países Baixos e o Equador dá a oportunidade a ambas as equipas de conquistarem o apuramento com apenas um empate, ainda que seja previsível que ambas ambicionem a vitória no grupo.

 

O JOGO DO DIA

No último jogo do dia, para além dos factos históricos que unem as duas nações, tínhamos duas seleções de futebol que começaram a competição com resultados diferentes, não esquecendo que, em teoria, não só pela vitória na jornada transata, mas também pelos elementos que constituem o grupo de trabalho, a Inglaterra era a favorita. Ainda assim, pela primeira-parte frente ao País de Gales, os Estados Unidos também prometiam criar problemas, beneficiando dum conjunto de jogadores de bom nível.

No início da partida, foi a Inglaterra a assumir o protagonismo, sendo mais ambiciosa na forma como dispunha as suas peças no tabuleiro, criando, inclusive, alguns momentos de aproximação à área que acabaram por não resultar em golo. Com o passar do tempo, os Estados Unidos foram entrando no jogo e ficando cada vez mais confortáveis, apostando numa pressão moderadamente intensa nos momentos em que o seu adversário tinha a bola e, quando a ganhavam, procuravam apostar em transições ofensivas com qualidade, usufruindo de um meio-campo bastante versátil, possuindo elementos que conseguem ser bastante competentes nos diferentes momentos do jogo.

Nos segundos quarenta e cinco minutos, mais do mesmo, sendo possível constatar que os Estados Unidos estavam muito confortáveis e, inclusive, podiam, a qualquer momento, conseguir retirar algo da dinâmica ofensiva que apresentavam. Do outro lado, a seleção inglesa, que evidenciava, cada vez mais, a necessidade de fazer alterações, estava pouco ativa, alterando a sua postura com a entrada de Jack Grealish que substituiu Raheem Sterling que, até ser retirado, tinha estado muito apagado, tal como a maioria dos seus colegas de equipa.

No final, tudo somado, deu num ponto para cada lado, ainda que com zero golos, retratando um verdadeiro impasse entre uma equipa que, sendo favorita, esteve pouco inspirada e outra que, com evidências de qualidade individual e coletiva, não foi capaz de materializar períodos em que foi superior.

 

A FIGURA DO DIA

O golo será sempre a “chave” para o sucesso no futebol contudo, tal como a felicidade não reside apenas no momento da conquista, mas também em todo o processo até chegar a ela, teremos de valorizar jogadores que, não fazendo golos, oferecem à equipa aquilo que ela necessita, ajudando todos os elementos que a integram a serem melhores nas suas ações por isso, pelos dois jogos fantásticos que realizou neste Mundial, temos de destacar Tyler Adams, o capitão dos Estados Unidos, que tem apresentado um nível soberbo na maioria das suas ações, não desvalorizando que faz parte de um tridente que tem estado muito bem e que conjuga juventude e qualidade no imediato: para além de Tyler Adams, Yunus Musah e Weston McKennie.

 

O FORA DE JOGO DO DIA

Ao contrário de ontem, hoje a escolha é quase lógica, passando pelo Catar que, sendo o país anfitrião deste Mundial, está eliminado no final da segunda jornada, tendo sofrido cinco golos e marcado apenas um, números que acabam por espelhar um pouco da sua incapacidade para disputar, numa primeira fase, os seus jogos e, posteriormente, um possível apuramento.

 

A CURIOSIDADE DO DIA

Na sua sexta presença numa fase final de um Campeonato do Mundo, o Irão conquistou apenas a sua terceira vitória num Mundial e a primeira frente a uma seleção europeia.

Numa clara valorização do tempo adicional que foi concedido à partida, a seleção de Carlos Queiroz foi capaz de faturar por duas vezes e entrar na última jornada em posição de qualificação, dependendo apenas de si para a conseguir.

Será que, pela primeira vez na história, teremos a seleção iraniana nos oitavos?

 

RESULTADOS

GRUPO A

Catar 1-3 Senegal

Países Baixos 1-1 Equador

GRUPO B

País de Gales 0-2 Irão

Inglaterra 0-0 Estados Unidos

 

Artigo com a opinião de Orlando Esteves, comentador BnR TV.
Redação BnR
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