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Rui Borges responde ao Bola na Rede: «O vento torna as coisas diferentes e tornou a nossa posse algo lenta»

Diogo Ribeiro · 2 min

Rui Borges Sporting
Foto: Ana Beles / Bola na Rede

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Rui Borges analisou o Sporting x Estrela da Amadora da 29.ª jornada. Técnico respondeu ao Bola na Rede em conferência de imprensa.

O Sporting venceu o Estrela da Amadora por 1-0 na 29.ª jornada da Primeira Liga. Em conferência de imprensa, Rui Borges analisou o triunfo leonino e respondeu à questão colocada pelo Bola na Rede.

Lê também a questão e resposta de João Nuno, treinador do Estrela da Amadora.

Bola na Rede: Já destacou as dificuldades do Sporting perante um bloco baixo e com muitos jogadores atrás da linha da bola e também com os extremos a defender muito dentro. Tendo em conta este posicionamento, qual a importância das dinâmicas nos corredores para lidar com este bloco e quais sente como as maiores dificuldades na implementação das dinâmicas no terço ofensivo?

Rui Borges: É um bocadinho isso. Na primeira parte, a posse foi muito lenta. Tínhamos de fazer a bola andar mais. Percebo a dificuldade, por isso é que digo que o vento acabou por condicionar muito o jogo. Mesmo em receções não é igual. Os jogadores acabam por ter receio de fazer alguns passes porque já tiveram esse sentimento, já fizeram a receção antes e percebem que o vento torna as coisas diferentes e tornou a nossa posse algo lenta. Tínhamos de bascular muito e a bola tinha de andar muito pelo corredor para conseguirmos entrar por dentro, se quiséssemos. Mesmo por fora, tivemos lances em que tínhamos de tomar decisões mais simples, fazer a bola passar na área com muita gente. Nunca metemos a primeira bola, vínhamos sempre atrás tentar passes atrasados e em alguns momentos, ou vínhamos outra vez em posse. Em alguns momentos ganhámos o último terço e tínhamos de tomar decisões simples para ir amassando o adversário e fazê-los sentir que estão a passar mal. Chegámos ao último terço e fomos muito lentos. Não estávamos a ganhar superioridades mesmo com uma ou outra dinâmica que tínhamos. Ao intervalo melhorámos e no início da segunda parte o Dani [Bragança] conseguiu criar algumas superioridades de corredor diferentes. 2×1, 3×2 que na primeira parte não estávamos a conseguir. O Dani estava a tentar vir pegar, mas sempre com um homem na frente para passar, e havia sempre igualdade numérica e dava tempo ao Estrela para se reorganizar e tapar baliza. Foi mais da lentidão da nossa posse do que propriamente dinâmicas da equipa. Sabíamos o que tínhamos de fazer, eles optaram por meter um bloco de cinco, com o médio a encaixar e acaba por ser mais difícil. Jogadores competitivos e intensos em termos físicos e atléticos e é normal que a um ou outro jogador nosso faltasse um bocadinho mais de energia. É natural que isso aconteça. Era um jogo em que tínhamos de competir mais do que jogar muito bem.

Diogo Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

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