O “tri” da Argentina, o Mundial de Messi | Diário do Mundial #22

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Em 2022, na 22.ª edição do Campeonato do Mundo, no #22 do Diário do Mundial, o “tri” da Argentina, o título de campeão do mundo para Lionel Messi.

Depois de tanto se ter dito e bem sobre o que nos trouxe até esta competição, após colocarmos o nosso foco no que acontecia no interior das quatro linhas sem que isso fosse sinónimo de que tudo o que aconteceu fora delas fosse esquecido, a verdade é que o futebol não nos desiludiu, inclusive para os que mais se iludiram.

Tivemos, aproximadamente, um mês riquíssimo, repleto de momentos inesquecíveis, acontecimentos que perdurarão na vasta história desta competição, rubricados por craques que estão habituados aos palcos mais mediáticos, por craques que, habitualmente, estão mais afastados destes holofotes mas que, neste torneio, se tornaram heróis para as suas nações e, claro, como sempre aconteceu, outros que gritaram o seu nome ao mundo para que, daqui em diante, passem de jovens promessas a craques consolidados.

História mais ou menos feliz para uns, um conto de fadas para o povo argentino que celebra hoje um título tão desejado, 36 anos depois de, com Maradona, terem festejado em solo mexicano. Naturalmente, do outro lado, um conjunto que também merecia pelo excelente trajeto que realizou, mas a quem coube o tão ingrato papel de vencidos, depois de, há quatro anos, terem sido eles a submeter a Croácia a essa posição.

Curiosamente, a seleção croata também encerrou, anteontem, mais uma caminhada de grande sucesso no Mundial, desta vez com medalhas de bronze ao peito dos seus jogadores, o que não nos impedirá de enaltecer o brilhantismo de tudo o que Marrocos fez ao longo desta edição, inclusive a forma como adiou o sonho de todos os portugueses, ficando a nota de que fomos afastados por um conjunto que, não tendo a tradição de outros, teve a dimensão dos grandes.

 

O JOGO DO DIA

Mais que “o jogo do dia”, foi o jogo da competição e, se quisermos, um hino ao futebol por tudo o que conseguiu suscitar em nós, adeptos, que, à partida, já esperávamos um duelo competitivo onde imperaria, em condições normais, o equilíbrio de forças.

A Argentina entrou com mais coragem, claramente mais desinibida, contrastando com a seleção francesa que se apresentou mais amorfa e a manifestar dificuldades para suster o adversário, tendo esta tendência pautado toda a primeira parte, resultando numa vantagem de dois golos para os argentinos, o primeiro de Messi no jogo aos 23’ na sequência de uma grande penalidade e outro de Di María que voltou a marcar numa final, desta vez aos 36’, depois de uma transição ofensiva fantástica dos novos campeões do mundo.

Irreconhecível, apesar da dupla substituição de Deschamps ainda na primeira parte, a França nem se aproximava da baliza adversária, oferecendo, a Emiliano Martínez, uma final de sonho, já que via o seu país vencer uma final e no lugar mais privilegiado de todos: o relvado.

Ainda assim, como tantas vezes dissemos, quem tem Kylian Mbappé está, à partida, mais perto de vencer ou, neste caso, nunca pode ser descartado e, se tal como a sua equipa, quase que era dado como desaparecido, a realidade é que, com o contributo de Otamendi, aos 80’, foi chamado à marca dos 11 metros para converter uma grande penalidade que permitiu reduzir diferenças no marcador.

Com o primeiro golo dos gauleses a funcionar como despertador, não foi necessário esperar muito até que, mais uma vez, tenha aparecido aquele que viria a ser coroado como o melhor marcador da competição para adiar a celebração dos argentinos que, por esta altura, terão temido o pior.

Já no prolongamento, aos 108’, surgiu aquele momento digno das mais belas histórias de encantar: o golo de Messi que decidiria a final a favor da seleção das “pampas”. Por minutos, a Argentina geriu, mas Mbappé não terá achado muita piada ao suposto final da história, chamando a si todas as atenções: hat trick em mais uma conversão exemplar de uma grande penalidade.

Por esta altura, havia poucas dúvidas de que estávamos perante uma das melhores finais da história por tudo o que nos oferecia, sendo quase impossível pedir mais.

Como o quase impossível deixa margem para algo mais, tivemos espaço para o drama das grandes penalidades e, aí, a seleção argentina foi mais forte e agarrou com toda a sua força a taça que faltava a Messi.

A Argentina vence o Mundial, Messi é campeão do mundo e nós pertencemos ao grupo de pessoas que teve a oportunidade de assistir a tudo isto.

 

A FIGURA DO DIA

Podíamos, com toda a justiça, escolher Mbappé pelos três golos ou Messi pelo bis e, claro, pelo título que conquistou.

Como não existe a obrigatoriedade de escolher um, optamos por apontar para o cenário que hoje nos foi oferecido: de um lado, Lionel Messi, um jogador que caminha para o final da sua carreira, mas que a tem preenchida com todo o tipo de sucesso, seja individual ou coletivo, que fazem dele, no mínimo, um dos melhores de sempre; do outro, Kylian Mbappé, na fase introdutória do seu percurso como jogador, até agora com muitas conquistas, existindo, porém, a forte convicção de que, no futuro, residem muitas mais, o que faz com que seja encarado como um dos jogadores que marcará a próxima década do futebol mundial, aspirando a um lugar entre os melhores da história.

Hoje, tivemos diante dos nossos olhos um encontro entre a velha escola e nova escola e facilmente conseguimos constatar que ambas têm muito para oferecer ao presente.

Assistimos à consagração de Messi com a conquista do título que lhe faltava e à promessa de consagração de Mbappé que, certamente, depois de 2018, voltará a celebrar a conquista de um Mundial na sua carreira.

 

O FORA DE JOGO DO DIA

Ao olharmos para os últimos dois jogos de um Mundial, nunca podemos afirmar que alguém esteve fora de jogo.

Quando estamos perante as quatro melhores equipas da competição, a nossa missão é desfrutar do que elas têm para nos oferecer, ficando para outras dimensões a difícil decisão de apontar os vencedores e os vencidos.

Todos cumpriram a sua missão.

 

 A CURIOSIDADE DO DIA

Temos aproveitado este espaço para falar de números e hoje queremos partilhar dois: o primeiro leva-nos, logicamente, para o número três, a quantidade de títulos mundiais que a Argentina tem após o Catar 2022.

Já o segundo, conduz-nos ao quão difícil é ser campeão do mundo, ainda mais fazê-lo de forma consecutiva, sendo isso fácil provar ao consultar a lista de vencedores da competição, permitindo-nos essa lista de registos perceber que esse feito apenas foi conseguido por Itália e Brasil, sendo que a última vez que tal aconteceu foi em 1962. Deste modo, a França não conseguiu ser a terceira a alcançar esse sucesso, 60 anos depois. Tem a palavra a Argentina.

 

RESULTADO 

FINAL

Argentina 3-3 França (venceu a Argentina nas grandes penalidades)

 

Artigo com a opinião de Orlando Esteves, comentador BnR TV.
Redação BnR
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