Os 9 jogadores que se destacaram no Mundial 2026

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Os Campeonatos do Mundo vivem de resultados, mas sobrevivem através das memórias. Há golos que atravessam gerações, exibições que mudam carreiras e jogadores que, durante algumas semanas, parecem feitos à medida do maior palco do futebol. O Mundial de 2026 não foi exceção: entre a consagração da Espanha, a mais do que provável última dança de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Luka Modric e as campanhas surpreendentes de seleções como Noruega, México ou Suíça, foram vários os nomes que se elevaram acima da competição.

Nem todos chegaram ao torneio com o mesmo estatuto. Alguns já pertenciam à elite e limitaram-se a confirmar aquilo que o mundo esperava; outros aproveitaram a oportunidade para se apresentarem definitivamente ao grande público. Houve goleadores, líderes, médios capazes de controlar jogos inteiros, jovens centrais com uma serenidade incomum e talentos que transformaram boas campanhas coletivas em percursos verdadeiramente memoráveis.

Esta não pretende ser uma seleção absoluta dos melhores jogadores do Mundial, mas uma seleção de nove protagonistas que, por diferentes razões, deixaram uma marca profunda na prova. Pelos números, pelos recordes, pela influência nas respetivas equipas ou pelo impacto emocional das suas exibições, todos ajudaram a contar a história de um torneio fascinante.

Esta é uma lista de nove jogadores que se destacaram no Mundial 2026:

1.

Leo Messi – Se ainda existiam dúvidas de que Lionel Messi é um dos maiores jogadores da história do futebol, o Mundial de 2026 encarregou-se de as dissipar. Aos 39 anos, o capitão argentino voltou a conduzir a Albiceleste até à final, protagonizando uma campanha verdadeiramente histórica.

Os números falam por si: oito golos e quatro assistências, terminando como o segundo melhor marcador da prova. Mais do que isso, foi o centro de praticamente todo o jogo ofensivo da Argentina. A exibição pouco conseguida e consequente derrota na final perante a Espanha não apagou um Mundial memorável, coroada com momentos e imagens emocionantes ficarão para sempre na história dos Campeonatos do Mundo.

2.

Rodri – O futebol nem sempre recompensa quem não marca muitos golos. Rodri foi a prova disso. Contraiu uma rotura de ligamentos poucos meses depois de ter sido o melhor jogador do Euro 2024, tendo sido peça-chave para o título europeu da sua seleção. Demorou bastante para voltar ao nível Bola de Ouro (que conquistou em 2024). Começou esta competição sem o ritmo competitivo desejado e necessário para uma prova deste calibre e exigência. Rodri voltou a ser o cérebro da campeã mundial, controlando ritmos, recuperando bolas e oferecendo equilíbrio a uma seleção que encantou durante toda a competição.

Foi eleito Melhor Jogador do Mundial (não poderei questionar a justiça deste prémio, apesar de que a minha escolha recairia sempre em Messi), distinção que premiou a consistência e a enorme importância que teve na conquista do título espanhol.

3.

Kylian Mbappé – Mesmo sem conseguir levar a França à final, Kylian Mbappé voltou a demonstrar porque continua a ser um dos jogadores mais decisivos do planeta. A velocidade, a capacidade de desequilíbrio e a facilidade em aparecer nos momentos importantes fizeram dele um pesadelo constante para qualquer defesa.

Terminou o Mundial como melhor marcador da competição, com 10 golos marcados, confirmando um registo impressionante em fases finais de Campeonatos do Mundo e reforçando a sua candidatura a liderar a próxima geração do futebol mundial. Apesar do seu Mundial estelar, não conseguiu ser determinante no jogo em que a sua seleção mais precisava da sua eficiência e excelência: foi praticamente anulado pela seleção da Espanha nas meias-finais.

4.

Jude Bellingham – A Inglaterra voltou a ficar às portas da glória, mas Jude Bellingham saiu novamente valorizado. O médio inglês foi o motor da equipa (conjuntamente com Harry Kane) durante praticamente toda a competição, destacando-se pela capacidade física, inteligência tática e qualidade técnica, que ficou evidente naquele que para mim foi o melhor golo do Mundial, num momento antológico frente à França no jogo de atribuição de 3.º e 4.º lugares.

Não sendo avançado, é de destacar que terminou o Mundial com sete golos (!) e três assistências, sendo determinante na caminhada inglesa até às meias-finais e consolidando-se como um dos médios mais completos do futebol mundial. Crucial para que a Inglaterra obtenha a melhor classificação de sempre num Mundial, depois de 1966, ano em que conquistou o único título mundial da sua história.

5.

Pau Cubarsí  – Com apenas 19 anos, Pau Cubarsí confirmou tudo aquilo que o futebol europeu já antecipava. O central espanhol realizou um Mundial praticamente irrepreensível, exibindo uma maturidade difícil de encontrar em jogadores tão jovens. Um dos grandes artífices da melhor defesa da história dos Mundiais (apenas um golo sofrido).

Seguro na saída de bola, dominante nos duelos e sempre sereno sob pressão, foi uma das grandes figuras da defesa campeã do mundo. As suas exibições valeram-lhe, com toda a justiça, o prémio de Melhor Jovem Jogador do torneio, confirmando-o como um dos melhores defesas-centrais da atualidade.

6. 

Michael Olise  – Entre tantas estrelas francesas, Michael Olise conseguiu conquistar protagonismo próprio. Sempre irreverente, foi um dos jogadores mais criativos do torneio, oferecendo velocidade, desequilíbrio e imprevisibilidade ao ataque gaulês. Bateu um recorde histórico que pertencia a Pelé, com sete (!) assistências no Mundial.

Se não fosse pela sua falta de eficácia no capítulo da finalização, teria considerado Olise o melhor jogador da França. A sua influência no jogo dos gauleses. confirmou definitivamente a afirmação internacional do extremo. Tendo realizado uma época absolutamente superlativa nos alemães do Bayern Munique, Olise é sem dúvida um dos melhores jogadores da época.

7.

Erling Haaland – A Noruega foi uma das grandes histórias deste Mundial e Erling Haaland voltou a assumir o papel de líder de uma seleção que fez história ao atingir os quartos de final, eliminando inclusivamente o Brasil com um bis histórico diante da pentacampeã mundial.

O avançado marcou sete golos, mas a sua importância foi muito além dos números. Arrastou defesas, abriu espaços para os colegas e simbolizou a maturidade de uma equipa que deixou definitivamente de depender apenas do seu nome para competir entre as melhores do mundo.

8.

Julián Quiñones – O México voltou a entusiasmar os seus adeptos e Julián Quiñones foi um dos principais responsáveis. O avançado protagonizou o melhor torneio da sua carreira internacional, sendo decisivo desde a fase de grupos até aos oitavos de final.

Com quatro golos e duas assistências, assumiu-se como a principal referência ofensiva dos mexicanos e conquistou definitivamente o reconhecimento à escala mundial. A sua superior exibição contra a Inglaterra, era digna de ter sido suficiente para levar o México aos quartos de final da prova.

9. 

Johan Manzambi – Nem todos os protagonistas chegam ao Mundial com estatuto de estrela. Johan Manzambi foi uma das grandes revelações da competição. O jovem médio suíço impressionou pela qualidade técnica, maturidade e personalidade com bola.

Terminou o torneio com dois golos e três assistências na fase de grupos, sendo um dos pilares da surpreendente caminhada da Suíça até aos quartos de final. Uma lesão inoportuna impediu de dar o seu contributo à seleção helvética nos jogos a eliminar. Aos 20 anos, saiu do Mundial com o nome definitivamente inscrito na lista dos talentos a seguir nos próximos anos. Fica por saber se a Suíça não teria conseguido eliminar a Argentina nos quartos  de final caso tivesse este talentoso médio em campo, onde a sua criatividade e imprevisibilidade poderiam ter-se revelado letais para que a Suíça conseguisse chegar a umas inéditas meias-finais de um Mundial.

Tiago Campos
Tiago Campos
O Tiago Campos tem um mestrado em Comunicação Estratégica mas sempre foi um grande apaixonado pelo jornalismo desportivo, estando a perseguir agora esse sonho. Fã acérrimo do "Joga Bonito".

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