Frederico Varandas desvalorizou a contestação dos adeptos, garantindo que não vai despedir Rui Borges à sétima jornada da Liga.
O presidente do Sporting, Frederico Varandas, desvalorizou a onda de contestação em redor da equipa principal, garantindo que as decisões da estrutura leonina são tomadas com «uma análise objetiva e racional» e descartando categoricamente a saída do treinador.
Em declarações sobre a exigência dos adeptos e os recentes resultados, o líder verde e branco encarou a pressão com naturalidade:
«Sobre a contestação, tenho de lhe dizer que a contestação faz parte. Quem quer estar aqui sem contestação está no sítio errado. A contestação faz parte da emoção. Os adeptos têm esse privilégio de se sentirem defraudados, angustiados e frustrados com os resultados e passado uma ou duas semanas mudarem de opinião».
Para ilustrar como a crítica não condiciona o rumo do clube, Varandas recordou vários casos do passado recente:
«Trincão andou dois anos a ser contestado. Paulinho chegou e não marcava, era flop. Fresneda vai à seleção espanhola e foi patinho feio dois anos. Amorim foi contestado após terminar em quarto. Suárez começou a ser esta época contestado e assobiado, agora gritam o nome dele. O Sporting não toma decisões com base em contestação».
Ao analisar os três empates registados até à 7.ª jornada da Liga, o presidente dos leões justificou a continuidade do técnico com uma leitura minuciosa dos acontecimentos em campo, citando os autogolos nos primeiros encontros e a expulsão determinante no duelo com o Arouca quando a equipa vencia por 2-0.
«Se eu alguma vez vou despedir um treinador à 7ª jornada com 3 empates em que aconteceu isto? Não, não vou despedir», rematou de forma perentória.

