5 jogadores a acompanhar na CAN 2025

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A CAN 2025 em Marrocos está à porta e, embora nomes como Mohamed Salah, Victor Osimhen ou Achraf Hakimi dominem as atenções, o verdadeiro valor deste torneio está nos talentos que estão prontos para explodir e outros nomes já consolidados no futebol mundial. Aqui ficam os cinco jogadores que prometem dar que falar.

5.

Bilal El Khannouss (Marrocos) – Marrocos assume a responsabilidade de ser anfitrião do torneio e terá de gerir a pressão e o desgaste emocional desse estatuto. Neste cenário, Bilal El Khannouss surge como o elemento de clareza para estabilizar a equipa. O jogador oferece a lucidez tática necessária quando a ansiedade de marcar um golo começar a apertar. Tecnicamente, destaca-se pela sua capacidade de atuar nas entrelinhas, gerindo o espaço entre a linha média e a defensiva adversária. A sua receção orientada permite-lhe preparar o ataque antes mesmo de tocar na bola, ganhando segundos preciosos na tomada de decisão. Vira bastante bem o jogo, o que será uma boa ferramenta para desmontar os blocos baixos e compactos que Marrocos enfrentará. O médio apresenta um elevado volume defensivo, sendo agressivo na pressão e eficaz na recuperação de posse.

4.

Carlos Baleba Brighton
Fonte: Brighton

Carlos Baleba (Camarões) – Para esta CAN, os Camarões vão girar muito em torno de Carlos Baleba. O jovem médio não é apenas um jogador de contenção, dá transporte, equilíbrio e intensidade à equipa. Destaca-se pela forma como lê o jogo e antecipa as jogadas, recuperando muitas bolas e estando quase sempre bem posicionado. Ao contrário de um trinco mais parado, o camaronês é muito móvel e consegue cobrir grandes zonas do terreno, o que permite à equipa subir linhas e pressionar mais alto sem grandes riscos defensivos. Depois de recuperar a bola, procura quase sempre progredir com ela, levando o jogo para a frente através do transporte individual. Junta a isso um passe seguro e eficaz, tornando-se uma peça-chave na organização da equipa. Será ele a marcar o ritmo e o equilíbrio tático da seleção camaronesa.

3.

Lamine Camara (Senegal) – É o jogador que traz frescura e uma visão de jogo fora do normal e evita a previsibilidade do jogo do Senegal. Se olharmos para as qualidades técnicas, o que sobressai é o pé direito. Lamine Camara é um lançador de qualidade, capaz de variar o centro de jogo com passes de longa distância que isolam os avançados. Além da visão de jogo, oferece perigo nos lances de bola parada e remates de longa distância, saindo a bola sempre com muita força e direção. É um médio que trabalha intensamente no momento defensivo, garantindo que a equipa jogue sempre projetada para a frente. Lamine Camara será o coração da equipa, ajudando o Senegal a sair para o ataque de forma direta e perigosa.

2.

Ademola Lookman, internacional pela Nigéria, frente a Ricardo Esgaio num jogo entre a Atalanta e Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ademola Lookman (Nigéria) – A Nigéria tem muita qualidade no ataque, mas nem sempre decide bem, muitas vezes por excesso de individualismo. Ademola Lookman destaca-se pela sua inteligência na forma como ocupa os espaços e interpreta o jogo. É um jogador tecnicamente forte, capaz de desbloquear defesas, que deixou de ser apenas um extremo clássico para atuar mais perto da baliza, como segundo avançado. Procura sobretudo zonas interiores, onde se sente mais confortável. Consegue mudar de direção rapidamente, sendo muito difícil de travar no um para um. A grande diferença está na finalização. Ademola Lookman é frio na frente da baliza, remata bem com os dois pés e apresenta uma eficácia acima da média. Na seleção nigeriana, é o jogador que traz equilíbrio, combinando bem em espaços curtos e encontrando soluções rápidas contra blocos defensivos fechados. Na CAN 2025, deverá ser a peça-chave a ligar o meio-campo ao ataque.

1.

Geny Catamo Sporting
Fonte: Rui Pereira/Bola na Rede

Geny Catamo (Moçambique) – Moçambique entra na competição como underdog, necessitando de jogadores capazes de criar ruturas no 1×1. Geny Catamo, com a escola tática adquirida no Sporting, é o expoente máximo desta necessidade. A sua condução de bola em espaços reduzidos permite-lhe passar por defesas mais compactas, sendo a principal unidade de transição da sua seleção. Mais do que o seu pé esquerdo perigoso e o movimento de diagonal para dentro, o que o torna valioso para Moçambique é a sua disciplina tática a fechar o corredor, fruto do seu crescimento como ala. É o elemento de desequilíbrio que pode forçar erros em defesas mais compactas.

Duarte Rêgo
Duarte Rêgohttp://www.bolanarede.pt
O Duarte é licenciado em Som e Imagem e está a terminar o mestrado em Ciências da Comunicação - Media e Jornalismo. Adora fotografia desportiva e escrever notícias.

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