As 5 maiores revelações da CAN 2025

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A CAN 2025, disputada em solo marroquino, terminou com o Senegal no topo do continente, mas deixou muito mais do que um vencedor. Num torneio cada vez mais competitivo, onde a margem de erro é mínima, surgiram vários jovens a reclamar espaço no presente, e não apenas no futuro, do futebol africano.

Entre estreias afirmadas, explosões inesperadas e confirmações em grande palco, estes foram os cinco nomes que mais me impressionaram ao longo da competição.

5.

Ousmane Camara (22 anos) – Longe dos holofotes mediáticos, Ousmane Camara foi uma das revelações mais discretas, e mais eficazes, da CAN 2025. Defesa-central de perfil moderno, destacou-se pela serenidade com bola e pela maturidade nas decisões.

Ao longo do torneio, Camara revelou-se forte no jogo aéreo, rigoroso na ocupação do espaço e muito competente a defender em bloco médio, algo essencial num Mali que soube alternar momentos de pressão alta, com fases mais expectantes. Mas foi sobretudo na primeira fase de construção que o central do Angers deu nas vistas, assumindo a saída curta com critério e evitando o recurso sistemático ao jogo direto.

Sem ser exuberante, foi fiável, consistente, um daqueles jogadores que elevam o coletivo e justificam plenamente a aposta num palco continental.

4.

Arsène Kouassi (21 anos) – Arsène Kouassi foi uma das grandes certezas do Burquina Faso nesta CAN. Lateral esquerdo de grande disponibilidade física, apresentou-se como uma peça-chave num sistema que exigia largura ofensiva sem comprometer o equilíbrio defensivo.

Kouassi destacou-se pela agressividade nos duelos, pela capacidade de ganhar metros com bola e pela regularidade ao longo dos 90 minutos. Não é um lateral de drible constante, mas compensa com boa leitura de jogo, tempo certo de subida e qualidade no cruzamento em movimento.

Defensivamente, mostrou maturidade na forma como controla a profundidade e fecha o segundo poste, raramente sendo apanhado fora de posição. A sua evolução jogo após jogo foi evidente, confirmando que não se tratou apenas de um bom momento, mas de um jogador em clara trajetória ascendente.

3.

Ibrahim Maza Bayer Leverkusen
Fonte: Bayer 04 Leverkusen

Ibrahim Maza (20 anos) – Na Argélia, Ibrahim Maza assumiu o papel de organizador ofensivo com uma naturalidade impressionante. Médio de ligação, confortável entre linhas, foi muitas vezes o jogador responsável por dar sentido ao jogo argelino em contextos adversos.

Maza destacou-se pela qualidade com bola, pela capacidade de jogar sob pressão e pela inteligência com que escolhe quando acelerar ou pausar o jogo. Não é um médio de grandes arrancadas, mas compensa com visão periférica, critério no passe vertical e uma leitura tática acima da média.

A CAN serviu para confirmar que o talento que começa a despontar em Leverkusen tem base competitiva para contextos de alto nível.

2.

Ibrahim Mbaye (17 anos) – Extremo de perfil explosivo, foi uma das armas mais desequilibradoras da sua seleção, trazendo imprevisibilidade a um ataque que por vezes carecia de criatividade.

Mbaye vive do um contra um, da aceleração curta e da capacidade de atacar a profundidade com agressividade. Ao longo da competição, obrigou sistematicamente as defesas adversárias a ajustar coberturas, abrindo espaços para os colegas e forçando erros.

Apesar da juventude, mostrou personalidade em jogos grandes e não se escondeu nos momentos de maior exigência. Ainda precisa de evoluir na tomada de decisão em zonas de finalização, mas a CAN 2025 confirmou que estamos perante um jogador com ferramentas claras para o futebol de elite.

1.

Yan Diomandé (19 anos) – O título de revelação da CAN 2025 encontra em Yan Diomandé um consenso difícil de contestar. Extremo esquerdo, intenso e extremamente agressivo sem bola, foi um dos jogadores mais completos do torneio no plano físico e tático.

Diomandé destacou-se pela capacidade de atacar espaços nas costas da defesa, pela pressão constante na primeira fase de construção adversária e pela frieza na definição em momentos decisivos. É um jogador que entende o jogo, sabe quando temporizar e quando ferir.

A sua influência não se mediu apenas em golos ou assistências, até porque fez apenas um golo na competição, mas no impacto constante que teve na dinâmica ofensiva da equipa. A CAN serviu como montra perfeita para confirmar que o perfil competitivo que já demonstra no RB Leipzig está pronto para se afirmar também no plano internacional.

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