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Cabeçalho Futebol Internacional

Prestes a chegar o dia por que todas as seleções participantes no CAN´17 ambicionam em alcançar – o dia da Final no domingo, 5 de fevereiro, quatro seleções tiveram a oportunidade de poder lutar por uma das duas vagas para disputar o jogo que permite conquistar a Taça das Nações Africanas, sendo elas a Burquina Faso, o Egito, os Camarões e o Gana. Daqui em adiante, irei abordar os dois jogos das Meias-finais que se realizaram nos dias 1 e 2 de fevereiro.

 A primeira meia-final foi jogada entre a Burquina Faso e o Egito. As duas seleções chegavam a esta fase da prova com um percurso totalmente isento de derrotas e poucos golos sofridos: a Burquina Faso sofreu dois golos, ao passo que a defesa egípcia não consentiu qualquer golo nos quatro jogos realizados. A primeira parte foi jogada a um nível semelhante ao verificado nas partidas dos Quartos-de-final, em que a contenção e o conservadorismo foram as notas dominantes das primeiras partes desses mesmos jogos, daí que os primeiros 45’ do jogo entre a Burquina Faso e o Egito tenham chegado ao seu fim com um nulo no marcador.

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No reatamento do encontro, os jogadores de ambas as seleções começaram a denotar uma maior vontade em resolver o jogo dentro do tempo regulamentar, de modo a evitar o prolongamento e poder preparar o jogo da Final com uma boa capacidade física. O jogo tornou-se mais aberto e com ocasiões de golo para os dois lados, até que aos 66’ o Egito adiantou-se no marcador, através do golo de Mohamed Salah.Devido ao golo inaugural, os egípcios tomaram conta do controlo do ritmo do jogo, embora essa vantagem tenha sido anulada pouco tempo depois (aos 73’), com o golo de Aristide Bancé, o seu segundo golo na prova. Até ao final do jogo, as seleções não quiseram arriscar demasiado partir em busca do golo da vitória, devido ao receio de cometer algum erro que pudesse terminar o sonho de conquistar o troféu.

Com o prolongamento, observou-se um retomar aos princípios que guiaram os atletas durante a 1.ª parte: cautela, assertividade e não arriscar. Os últimos minutos do prolongamento era esperado um “rasgo” de genialidade por parte de qualquer um dos jogadores que evitasse a lotaria das grandes penalidades, contudo esse mesmo  “rasgo” não surgiu e o 1.º finalista teria de ser encontrado na série de 5 penaltys. O Egito levou a melhor sobre a Burquina Faso (vitória por 3-4 no final) e vai tentar conquistar o seu oitavo CAN. Quanto à Burquina Faso, resta somente dar os parabéns pelo brilhante trajeto feito até às Meias-finais, sob o comando do português Paulo Duarte, a demonstrar que o nosso país está recheado de treinadores de enorme qualidade.

Egipto conseguiu o apuramento nas grandes penalidades Fonte: CAF
Egipto conseguiu o apuramento nas grandes penalidades
Fonte: CAN

O segundo jogo das Meias-finais foi disputado entre duas seleções que já venceram a prova e são sempre consideradas como favoritas a vencerem o CAN: Gana e Camarões. O ritmo inicial da partida foi frenético, com os dois conjuntos a terem excelentes oportunidades para se adiantarem no marcador, embora sem resultados práticos, muito por culpa do desacerto dos avançados. Apesar do bom início de jogo entre ganeses e camaroneses, a partida rapidamente entrou num ritmo mais lento e menos interessante, daí que até ao intervalo tenham surgido poucas ocasiões de golo. No final da 1.ª parte, o resultado era 0-0. À entrada para o segundo tempo, o Gana e os Camarões retomaram ao relvado com o principal intuito de despachar dentro dos 90’ a questão de qual seria a seleção que iria defrontar o Egito na Final. Os Camarões tiveram as melhores oportunidades para abrir o marcador, ate que aos 65’ fizeram o primeiro golo do jogo, através do defesa Michael Ngadjui, após um lance de insistência do ataque camaronês. A partir do minuto 66’, assistiu-se à procura desenfreada do golo do empate por parte do Gana, ao passo que a defesa camaronesa fazia de tudo para manter a bola longe da sua área. E foi já perto do término do jogo (aos 90+4’) que os Leões Indomáveis (alcunha da seleção camaronesa) deram a machadada final: Christian Bassogog fez o 2-0 final. Com este resultado, a seleção de Vincent Aboubakar volta a marcar presença no jogo de atribuição do troféu, após 9 anos de ausência – a última final disputada foi em 2008 e terminou com a derrota por 0-1 frente ao Egito.

Em conclusão, as duas seleções que irão disputar a Final de domingo certamente farão tudo o que estiver ao seu alcance para atingir a glória e ser coroada como a “Seleção Mais Forte de África”, com o Egito a querer conquistar o seu oitavo troféu e os Camarões a pretender vingar a derrota na Final de 2008. Que cheguem rapidamente as 19h do dia 5 de fevereiro para se descobrir quem será o vencedor do CAN’17!

Foto de capa: CAN  

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