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Grupo B – Os dois primeiros lugares estão, à partida, entregues. Para além de candidatas ao título, Argentina e Uruguai não deverão dar hipóteses a um Paraguai que terá sempre alguma coisa a dizer e a uma Jamaica que terá como objetivo a conquista de um ponto. A grande questão? Quem irá ocupar o trono do grupo B.

Argentina – Albiceleste 

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Com um elenco recheado de estrelas, a tarefa mais complicada é não imaginar a seleção argentina como vencedora da Copa América de 2015. Mas o rótulo de favorita parece não encaixar bem na equipa das “pampas”, uma vez que a última conquista data de 1993. São mais de vinte anos de jejum para a seleção com o segundo melhor registo na competição (14 títulos) e os “esfomeados” adeptos argentinos quererão, decerto, ver quebrados.

Sergio Aguero, Carlos Tevez, Gonzalo Higuaín, Ezequiel Lavezzi, Di Maria. A nível de atacantes a Argentina é dos países mais profícuos do mundo. Os nomes são distintos mas têm todos o mesmo sinónimo: golo. A qualidade, porém, não se resume ao último terço e, recuando no terreno, podemos encontrar nomes como Mascherano, Zabaleta, Otamendi ou até Garay. A estrela maior, porém, vai brilhar sobre o “pequeno gigante” número 10, Lionel Messi. O “astro” do Barcelona é o grande protagonista da albiceleste e chega à Copa América num dos melhores momentos da carreira.

Tata Martino já não é um estreante na Copa América. Há quatro anos atrás, em 2011, o selecionador argentino orientava outra das seleções deste grupo: o Paraguai. Ao comando da seleção paraguaia, Tata chegou à final da última Copa América, perdendo-a apenas para o… Uruguai. Agora, finalmente ao leme da equipa do seu país natal, Tata Martino parece ser o homem certo para devolver a Argentina aos píncaros do futebol sul-americano.

A Argentina espera quebrar o jejum de 22 anos
A Argentina espera quebrar o jejum de 22 anos

Uruguai – A Celeste

Para além de ser o atual detentor do troféu da Copa América, o Uruguai é também a seleção que mais vezes venceu a competição, com um total de 15 conquistas. Casa de apenas 3,4 milhões de habitantes, a seleção celeste continua a contrariar todas as apostas e a confirmar que a história é para continuar a ser escrita. Depois de vencer os dois primeiros troféus da Copa América, ambas contra a Argentina, o Uruguai quer que o passado também tenha lugar no futuro.

Aguerridos, lutadores, inconformados e capazes de lutar até ao fim. Não é difícil descrever a seleção uruguaia, que está longe de contar com um onze pleno de qualidade reconhecida. O destaque vai, evidentemente, para o trabalho coletivo, baseado numa enorme disponibilidade e entrega ao jogo. Mas a seleção uruguaia terá mesmo de procurar transcender-se depois de ter ficado sem a sua estrela maior, Luis Suárez. Sem o atacante do Barcelona em campo o destaque vai para “el matador” Edinson Cavani e para Godín, o defesa central do Atlético de Madrid que se assume como um verdadeiro perigo no jogo aéreo. O setor defensivo é aquele que, porventura, será de maior conhecimento dos portugueses, uma vez que conta com nomes como Maxi Pereira, Álvaro Pereira e Jorge Fucile.

Óscar Tabárez assumiu o cargo de selecionador em 2006. Desde então, chegou às meias-finais do Mundial de 2010, venceu a Copa América em 2011 e caiu nos oitavos-de-final no último campeonato do mundo. O trabalho é reconhecido e meritório mas a grande questão que se coloca é se será suficiente para esta edição da Copa América. Com 68 anos, Óscar Tabárez não terá muitas mais oportunidades de orientar o Uruguai para grandes conquistas.

Sem Suárez, Cavani será a referência do ataque
Sem Suárez, Cavani será a referência do ataque

Paraguai – Albirroja ou Guaraní

Num grupo com Uruguai e Argentina, a seleção guaraní deverá apenas ambicionar o terceiro lugar. Finalista vencido da última edição da Copa América, o Paraguai deverá “correr por fora”, longe de qualquer pressão acrescida. Contudo, esta estratégia pode ser benéfica para o conjunto paraguaio, que poderá assumir um papel preponderante na definição dos dois primeiros lugares. E desengane-se quem pensa que o Paraguai está longe de ser uma ameaça. Em 43 edições da Copa América, a albirroja chegou às meias-finais em cerca de metade.

A média de idades ronda os 28 anos, com evidente destaque para os veteranos Roque Santa Cruz, Lucas Barrios e Nelson Valdez. Os três atacantes figuravam no conjunto que, há quatro anos, perdeu a final da Copa América para o Uruguai e, sem muitas mais oportunidades de representar o seu país nas grandes competições, podem assumir um papel preponderante na motivação da equipa. O ranking da FIFA também não ajuda, colocando os guaranis num modesto 85º lugar.

Depois de Tata Martino, é o seu compatriota Ramón Diaz que assume a árdua tarefa de motivar a armada paraguaia em busca da surpresa no grupo B. Com 55 anos, o histórico treinador do River Plate conhece como ninguém o futebol sul-americano e promete fazer da sua equipa um “osso duro de roer”.

Os paraguaios querem repetir a final de 2011
Os paraguaios querem repetir a final de 2011

Jamaica – The Reggae Boys

Estreante na Copa América, a seleção jamaicana chega à competição sul-americana por convite e é considerada a grande “outsider”. As probabilidades estão todas contra os rapazes do reggae mas a verdade é que a Jamaica ocupa a 65ª posição do ranking da FIFA, à frente do Paraguai. Desconhecida no mundo do futebol, poderá a Jamaica surpreender os sul-americanos frente a equipas como Argentina, Uruguai e Paraguai? Teremos de esperar para ver.

A verdade é que o futebol está longe de ser o desporto que mais pessoas cativa naquele país. A nível desportivo, é o famoso velocista Usain Bolt que rouba as luzes da ribalta. Mas isso não significa que os adeptos jamaicanos não vão estar interessados em ver as surpresas que Rodolph Austin, Giles Barnes, Darren Mattocks, Wes Morgan e companhia podem fazer na Copa América.

O alemão Winfried Schafer assumiu o leme da armada jamaicana em 2013 e já conta no seu currículo com uma Copa do Caribe, título que escapava aos rapazes do reggae desde 2010. Um ano depois, e apesar de manter grande parte do seu onze inicial, Winfried Schafer parece ter tido grandes dificuldades em definir a convocatória, uma vez que apenas divulgou a lista de convocados no passado dia 2, a 11 dias do primeiro jogo oficial, frente ao Uruguai…

Os "reggae boys" estreiam-se na Copa América
Os “reggae boys” estreiam-se na Copa América

Fotos: Facebook oficial da Copa América 2015

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