Copa América Centenário: O que esperar?

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Equador

                O Equador tem sido a seleção sensação da América do Sul nesta época de 2015/16. Lidera junto com o Uruguai a fase de apuramento para o Mundial da Russia de 2018. As vitórias, em Outubro e Novembro de 2015, frente à Argentina fora (0-2) e ao Uruguai em casa (2-1) deram alento as aspirações de se qualificarem para o Mundial de 2018. Graças a estes desempenhos o Equador ocupa o sensacional 12º posto no Ranking da FIFA.

O Equador, desde a virada do Milénio – em 5 edições de CA – nunca conseguiu  apurar-se para os quartos-de-final da competição. Contudo, o treinador boliviano Gustavo Quinteros tem, talvez, aquela que poderá ser considerada a melhor geração de jogadores da história do Equador. Este é um homem já com uma imagem construída no país, que antes de assumir a seleção conquistou um campeonato equatoriano com o Emelec.

Conseguirá a equipa do Equador surpreender?  Fonte: FEF
Conseguirá a equipa do Equador surpreender?
Fonte: FEF

Assim, Gustavo Quinteros, dos 11 jogadores mais utilizados no apuramento para o Mundial até ao momento, convocou 9 deles, ficando de fora o Pedro Quiñónez (Emelec) e uma figura da equipa – o nosso bem conhecido – Felipe Caicedo (Espanhol) que é o melhor marcador atual. Do onze base estão convocados 9 jogadores: Alexander Dominguez (LDU Quito); Frickson Erazo (Atl. Mineiro); Juan Paredes (Watford); Gabirel Achilier (Emelec); Christian Noboa (Rostov); Antonio Valencia (Man. Utd); Jefferson Montero (Swansea); Walter Ayoví (Monterrey); Miller Bolaños (Grémio). Para o onze titular contam com o ‘Neymar EquatorianoFídel Martinez (Pumas) e Enner Valencia (West Ham). Sem dúvida que não é uma equipa para subestimar, não!

Estarão presentes apenas 6 jogadores “Europeus”, mas a base será composta por jogadores que acumulam já bastante experiência tendo em conta que a média de idades ronda os 28 anos.

As armas do Equador poderão ser: o efeito surpresa ou a capacidade de se superar perante uma possível subestimação do adversário, embora acredite que todos os participantes tenham consciência das suas qualidades futebolísticas; o futebol intenso e imprevisível que poderá favorecer as suas possibilidades de se apurarem pela primeira vez para as quartas, aliando o fato de terem um quase desconhecido Haiti e um Peru muito desfalcado no Grupo B; e a defesa parece ser bastante experiente!

As fragilidades são a ausência de uma das figuras atacantes da equipa que faz a diferença na capacidade de finalização e na valência física no ataque (Felipe Caicedo). Ainda, na enventualidade de perderem o 1º jogo com o Brasil e o Peru vencer o Haiti, a forma como irão abordar mentalmente e emocionalmente o 2º jogo com o adversário direto Peru poderá ser um entrave.

A equipa não chegará muito cansada à competição, pois não acumula muitos minutos ao mais alto nível. Na soma do onze base os jogadores levam no total 18.188 minutos e uma média de 1.653 por jogador/época. Valores bem abaixo das outras equipas candidatas: pode ser uma moeda de duas faces!

Certo que o Equador ainda não venceu no ano de 2016 (2 derrotas e 1 empate) tendo até perdido no último minuto por 1-0 num amigável com os EUA (possível adversário caso se classifique para as quartas-de-final). Resultados que não devem retrair as expectativas do Equador, já que levam 6 vitórias, 1 empate e 3 derrotas nos últimos 10 jogos. Sigo animado para ver como se sairá nesta prova emblemática, sobretudo no 1º jogo com um adversário peso como o Brasil, até porque já venceram recentemente a Argentina e o Uruguai (dois crónicos candidatos ao título da CA).

As Figuras: Jefferson Montero / Fidel Martinez / Walter Ayovi / Enner Valencia

As Promessas: Juan Cazeres (24)

Prognóstico Final: 3º a 4º Lugar ou Quartas-de-final

Paulo Sousa
Paulo Sousahttp://www.bolanarede.pt
Um português residente no Brasil. Vive com intensidade e aprendeu a não ter medo de escolher. Ama e trabalha com o Futebol, que colide com alguns dos seus valores morais. Futebolísticamente interessa-se por assuntos polémicos e desmistificar ideias não sustentadas em fatos. Inconformado, contagia-se pelos porquês que o levam a amadurecer.                                                                                                                                                 O Paulo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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