BVB Dortmund 2-2 FC Bayern Munique: Der Klassiker empatado no último suspiro

    A CRÓNICA: OS CLÁSSICOS SÓ TERMINAM QUANDO O ÁRBITRO APITA

    Habitualmente intenso e com muitos golos, os primeiros minutos do Der Klassiker, o famoso jogo entre BVB Dortmund e FC Bayern de Munique, trouxeram muitos amarelos e faltas, apesar de bem disputado. A primeira parte não foi boa de se ver e assistiu-se a um atípico confronto, menos espetacular e entusiasmante do que aqueles que estamos habituados a ver.

    Sem que nada fizesse prever o FC Bayern Munique chegou ao primeiro tento da tarde no Signal Iduna Park através de Leon Goretzka, de fora de área e naquele que foi o primeiro remate enquadrado da sua equipa. No segundo tempo Julian Nagelsmann mexeu na sua equipa com três alterações ao intervalo, que surtiram efeito imediato.

    Ao intervalo, Joshua Kimmich saltou do banco e veio dar outra qualidade ao meio-campo. Kingsley Coman veio com ele e agitou as alas por completo, com as ajudas de Leroy Sané e Jamal Musiala. Parecia estar a ficar fácil entrar na linha defensiva do BVB Dortmund, outrora mais compacta e intransigente. As linhas de pressão bávaras subiram e os efeitos na construção do Dortmund sentiram-se de forma clara. Com o decorrer da segunda parte a pressão ia-se intensificando e o Bayern chegou ao segundo por Leroy Sané, com um remate, também ele de fora de área.

    O BVB Dortmund tinha hipóteses de fazer mais e melhor. Numa altura em que se adivinhava o terceiro do Bayern, a juventude e irreverência de Youssoufa Moukoko ainda deram esperança ao conjunto caseiro, que até final da partida ainda assustou, e bem, a baliza de Manuel Neuer. No último suspiro da partida apareceu Anthony Modeste. O herói improvável da partida, que momentos antes tinha falhado.

    A FIGURA

    Joshua Kimmich Bayern Benfica
    Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

    Joshua Kimmich – Entrada a roçar a perfeição da parte de Joshua Kimmich. Com a saída do banco ao intervalo o médio alemão desequilibrou por completo a partida, construindo as jogadas de ataque, definindo o ritmo de jogo, criando maior ligação entre defesa e ataque e encontrando soluções que pareciam não existir. Foram duas partes completamente distintas e que em nada pareciam sair do mesmo jogo. Incrível a forma como um pequeno jogador pode fazer tanta diferença. Craque!

    Nota ainda para a excelente entrada em jogo de Karim Adeyemi na partida, que ajudou a sua equipa a chegar a um impensável empate.

     

    O FORA DE JOGO

    Marcel Sabitzer – O meio-campista do FC Bayern Munique tem recebido a confiança de Julian Nagelsmann repetidamente, ficando sempre aquém das expectativas. Quando no banco existem outras opções mais viáveis, fica difícil deixar Sabitzer dentro de campo, também ele um jogador fenomenal. O elo mais fraco da equipa, embora também dotado de grande qualidade.

    Fica também a ideia de que o guarda-redes do BVB Dortmund poderia ter feito melhor. Alexander Meyer poderia ter evitado tanto o primeiro, como o segundo golo do Bayern.

     

    ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

    Edin Terzic não apresentou grandes surpresas para o clássico e expôs a sua equipa em 4-3-3 no momento do ataque, transformando-se em 4-5-1 nos momentos defensivos.

    Destaque para a referência Youssoufa Moukoko que ia atraindo a marcação dos adversários, abrindo espaços para Donyell Malen, que surgia como avançado interior pela esquerda, descaindo muitas vezes para zonas internas.

    Apesar de Raphael Guerreiro, a jogar como lateral-esquerdo, se ter incluído, não raras vezes a pelo meio-campo e ajudar na construção de jogo da sua equipa, foi pela direita que a equipa criava dinâmicas que afligiam mais o Bayern Munique. As combinações de Julian Brandt e Jude Bellingham iam complicando a vida à defesa contrária, que parecia não conseguir impedir as ofensivas do Dortmund.

    Nos momentos defensivos o Dortmund fechava-se e tornava-se mais compacto, defendendo em 4-5-1, isolando Moukoko na pressão na frente e encurtando as linhas entre defesa e meio-campo.

     

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    ALEXENDER MEYER (5)

    NIKLAS SULE (5)

    MATTS HUMMELS (6)

    NICO SCHLOTTERBECK (7)

    RAPHAEL GUERREIRO (7)

    EMRE CAN (5)

    JUDE BELLINGHAM (7)

    SALIH OZCAN (5)

    JULIAN BRANDT (6)

    YOUSSOUFA MOUKOKO (8)

    DONYELL MALEN (6)

    SUPLENTES UTILIZADOS

    MARIUS WOLF (5)

    KARIM ADEYEMI (7)

    ANTHONY MODESTE (7)

    THORGAN HAZARD (-)

     

    ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNIQUE

    Dá a ideia que o Bayern Munique joga em 4-2-3-1 há anos consecutivos e só vão mudando as peças. Talvez seja porque, de facto, resulta. Apesar de se notarem diferenças neste Bayern, sem o poderio ofensivo de outros anos, Julian Nagelsmann não inovou tanto assim e manteve a mesma linha com base naquilo que tem sido a equipa bávara.

    Com Nagelsmann ao leme a equipa tornou-se mais matreira e eficaz, fazendo valer cada momento que tem para marcar. Embora menos pressionante e controlador, o conjunto da Baviera continua a causar o pânico e a aproveitar-se da qualidade individual dos seus melhores jogadores. A segunda parte foi um claro exemplo disso: que facilidade em criar o caos!

    Os ataques rápidos fazem parte do leque de armas ofensivas, bem como os remates de fora de área. Sem uma grande referência fixa na frente desde a saída de Robert Lewandowski os alemães apostam num ataque mais móvel e articulado, que tende a confundir ainda mais a marcação adversária. Uma equipa perigosa em toda a linha, mas bem menos assustadora do que já foi outrora.

     

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    MANUEL NEUER (6)

    ALPHONSO DAVIES (5)

    MATTHIS DE LIGT (5)

    DAYOT UPAMECANO (7)

    BENJAMIN PAVARD (6)

    MARCEL SABITZER (5)

    LEON GORETZKA (8)

    JAMAL MUSIALA (7)

    SADIO MANÉ (6)

    LEROY SANÉ (7)

    SERGE GNABRY (6)

    SUPLENTES UTILIZADOS

    KINGSLEY COMAN (6)

    JOSIP STANISIC (6)

    JOSHUA KIMMICH (9)

    NOUSSAIR MAZRAOUI (6)

    ERIC MAXIM CHOUPO-MOTING (-)

     

    Artigo revisto por Joana Mendes

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    Gabriel Henriques Reis
    Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
    Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.