Força da Tática: A reconstrução da parede amarela foi adjudicada ao Monsieur Favre

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Transição Ofensiva

Com bola, o controlo também está presente. Controlo no sentido de um ataque mais pensado e estruturado, muito diferente das transições rápidas e agressivas que víamos com Klopp. O que faz todo o sentido, está completamente de acordo com o comportamento da equipa sem bola, que já abordei.

A abordagem de Favre nos momentos de transição ofensiva, dá não só maior segurança à equipa em posse, mas acima de tudo tempo aos seus jogadores para ocuparem as posições ideais para o momento de organização ofensiva.

Organização Ofensiva e a Reus-dependência que se avizinha

Favre começou a época com a colocação de Reus sobre um corredor (esquerdo), com o meio campo a três composto por Delaney – Witsel – Dahoud, mas depois do empate frente ao Hannover 1896, o treinador suíço realizou uma alteração que conduziu o Dortmund para outro nível em termos ofensivos.

Essa alteração foi a colocação de Marco Reus nas costas de Philipp, entregando o meio campo a Witsel e Delaney. Esta mudança abriu uma vaga no corredor, que culminou com o aparecimento de Jadon Sancho e Larsen.

Fonte: BT Sport

O posicionamento de Reus, no espaço entre linhas, vêm solucionar o problema da ocupação dos espaços dentro da estrutura adversária, que a equipa estava a sentir em organização ofensiva e que limitava a sua capacidade de avançar no terreno.

A natural tendência de Pulisic vir para dentro em posse, é compensada pela subida do lateral pelo corredor, que continua a garantir à equipa a largura na fase ofensiva. É essa subida do lateral que permite, como vemos em baixo, a Pulisic quando lhe é devolvida a bola, fazer uso da capacidade individual para ultrapassar os adversários.

Se Hakimi (lateral direito) não tivesse garantindo a largura, o jogador adversário, que inicialmente sai na contenção ao americano, tinha ficado na posição inicial e era mais difícil Pulisic ter realizado o desequilíbrio.


Fonte: BT Sport

Nota também para o timing perfeito do movimento de penetração de Larsen, para fazer o golo.

Esperar o momento certo

Recorrendo à qualidade que os seus defesas centrais, particularmente Akanji, apresentam com bola, o Borussia procura circular a mesma até que apareça o momento certo para agredir o adversário. A qualidade com que o faz acaba por dominar grande parte dos adversários, desgastando-os não só fisicamente como mentalmente, levando à abertura de espaços para passes de penetração.


Fonte: BT Sport

 

Foto de capa: Borussia Dortmund

João Mateus
João Mateushttp://www.bolanarede.pt
A probabilidade de o Robben cortar sempre para a esquerda quando vinha para dentro é a mesma de ele estar sempre a pensar em Futebol. Com grandes sonhos na bagagem, está a concluir o Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial, pela Uni-Nova e procura partilhar a forma como vê o jogo com todos os que partilham a sua paixão.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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