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És grande, Abel!

Jaime Silva · 2 min

És grande, Abel!
Foto: SE Palmeiras

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Abel Ferreira bateu, neste domingo, o Grémio por 2-0 na segunda mão da Copa do Brasil, depois de ter vencido 0-1 fora na primeira mão. É o 2.º título para o treinador português em apenas quatro meses no comando técnico do SE Palmeiras.

Chegado em novembro, para suceder a Vanderlei Luxemburgo, o histórico brasileiro militava no 8.º lugar do Brasileirão a oito pontos do primeiro lugar e Abel Ferreira tinha em mãos uma tarefa muito difícil: renascer o psicológico de um plantel com muita qualidade individual. Rapidamente mostrou impacto nas exibições da equipa começando com quatro vitórias em quatro jogos.

Mais tarde, apesar de alguns deslizes, a nota artística ia chegando e vários jogadores começavam a destacar-se. No Brasileirão venceu oito jogos em 20 disputados, terminando a época em 7.º lugar, com mais quatro pontos que o 8.º, Santos FC. Na Libertadores, foi um surpreendente vencedor, depois de eliminar o Delfín SC, Club Libertad e o favorito River Plate numa meia-final frenética e emotiva que acabou 3-2 no agregado para o conjunto de Abel (0-3 fora, 0-2 em casa).

Na Copa do Brasil eliminou o Ceará, o Américo Mineiro, culminando com o Grémio de Renato Gaúcho na final a duas mãos. Após vencer a Libertadores, participou no Mundial de Clubes, tendo terminado inesperadamente em 4.º lugar na competição, depois de derrota frente ao Tigres por 0-1 e frente ao Al Ahly nas grandes penalidades por 3-2. Apesar das desilusões no Brasileirão e no Mundial de Clubes, o saldo de resultados e conquistas é bem positivo para Abel Ferreira.

Em apenas quatro meses, permitiu ao Palmeiras reconquistar a sua 2ª Taça dos Libertadores vinte e dois anos depois, venceu a 3.ª Copa do Brasil do clube nove anos depois, valorizou e transformou vários jogadores do plantel e alguns vindos da formação, nomeadamente Weverton, Gustavo Gomez, Gabriel Menino, Danilo, Raphael Veiga, Gabriel Verón, Rony, entre outros. Importante relembrar que, desde a sua chegada ao Brasil, Abel teve pela sua frente cerca de nove jogos por mês, uma média de jogos surreal que explica bem a pobre prestação na segunda metade do Brasileirão.

Acaba a época com 37 jogos, 18 vitórias, 10 empates e 9 derrotas, 56 golos marcados, 27 golos sofridos e 17 clean sheets e uma grande ligação emocional aos seus jogadores. Uma aposta claramente ganha por parte da direção do “Verdão” que, certamente, dará muitas mais alegrias aos seus adeptos. Mais um treinador português a vencer no estrangeiro e a demonstrar o talento que este pequeno país possui. És grande, Abel!

Foto de Capa: SE Palmeiras

Jaime Silva

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