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AS Roma

AS Roma 1-0 Leicester City FC: Abraham carimba passaporte para Tirana

A CRÓNICA: MOURINHO OFERECE FINAL EUROPEIA AOS ROMANOS

Atmosfera absolutamente mágica no Estádio Olímpico de Roma, que transbordou de paixão ao longo dos 90 minutos e que, ao apito final, foi premiado com o apuramento para a final da Liga Conferência.

O duelo contra o Leicester City FC foi duro, precisou de muita atenção, coragem, de nervos de ferro, mas o apoio dos 65 mil guerreiros romanos nas bancadas fez toda a diferença. Mourinho chamou-os e eles responderem no seu melhor.

O Leicester City FC, à semelhança da primeira mão, entrou agressivo, tentando logo impor os próprios ritmos, mas a ilusão durou pouco, porque a AS Roma tinha estudado bem a lição, conseguindo em poucos minutos revirar a situação.

Os primeiros toques de perigo passaram pelos pés de Pellegrini que, por duas vezes, desafiou em poucos minutos Schmeichel. À passagem dos dez minutos, foi próprio o capitão giallorosso, de pontapé de canto, a meter na cabeça de Abraham o golo do 1-0, que decidiu a partida.

O desbloqueio do marcador deu confiança à Roma, que continuou a conduzir o jogo com intensidade, efetuando uma ótima cobertura dos espaços, mas com os foxes que logo tentaram de reagir à procura do golo, mas sem grande convicção.

De facto, o fecho eficaz dos espaços por parte dos italianos, tanto no meio-campo como nas laterais, forçou os ingleses a preferir soluções verticais, que quase nunca criaram grande perigo à baliza de Rui Patrício.

Na segunda parte, o Leicester City pareceu entrar com toda a garra do mundo, na tentativa de recuperar a desvantagem, com Brendan Rodgers a alterar algumas peças no onze. Apesar de uma fase central de jogo muito intensa dos ingleses, e com uma percentagem muito alta de posse de bola, os jogadores da Roma conseguiram conter todos os assaltos dos britânicos, até criando algumas oportunidades na frente oposta.

Até ao epílogo do encontro, não tivemos oportunidades que pudessem mudar o rumo do jogo, e de facto, ao apito final, a Roma de Mourinho pôde celebrar a merecida vitória e a passagem à final de Tirana, onde encontrará os holandeses do Feyenoord.

 

A FIGURA

Tammy Abraham – A sua prestação de hoje foi impecável. É seu o golo decisivo da partida, e que presenteou os 65 mil adeptos da Roma com a passagem à final. Há uma semana, o avançado inglês não impressionou em campo, mas hoje fez tudo o que era suposto: recuperou muitas bolas, manteve otimamente posição, ajudou eficazmente na fase de contenção e esteve no momento e sítio certo para cabecear o golo da partida. Certamente uma noite para relembrar.

 

O FORA DE JOGO

Atacantes do Leicester City FC – Nos 90 minutos não registamos um verdadeiro e perigoso remate de nenhum dos atacantes do Leicester City. Apesar de muita posse de bola e fases de pressão alta por parte do meio-campo, os avançados foram anulados de forma brilhante pela defesa romana. Por outro lado, não tiveram ideias nem garra suficiente para sacar “o coelho da cartola” que podia ter reaberto o jogo. Tanto Vardy como os dois externos, Lookman e Barnes, passaram bastante ao lado do jogo. Pena, porque estávamos à espera de algo mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – A.S. ROMA

José Mourinho orientou a equipa para um 3-5-2. A diferença da primeira mão, no miolo, foi a escolha de Sérgio Oliveira no lugar de Mkhitaryan, lesionado. O médio português não desiludiu as expectativas, desempenhando uma prova convincente, de muito sacrifício, conseguindo fechar eficazmente os corredores centrais em eixo com Cristante, anulando as ideias de Maddison e Dewsbury-Hall.

Mais uma grande exibição para Pellegrini, que hoje conseguiu dar um maior apoio à fase ofensiva e, de facto, é sua a assistência no golo da Roma, dando uma grande ajuda também em fase de contenção nas transições (poucas) ofensivas dos ingleses. Menção honrosa também para Zalewski e Karsdorp, nos corredores, com o italo-polaco a desempenhar uma grande partida no corredor esquerdo, onde conseguiu desafiar, e vencer, o jovem Lookman.

Nota positiva para o tridente de defesa, Ibañez-Smalling-Mancini, hoje particularmente solido e compacto, com um Smalling a dominar na grande área e a anular os perigos que vieram dos pontapés de canto.

Resgatou-se da prova da semana anterior também Abraham, que disputou uma partida excelente, recuperando e controlando inúmeras bolas, errando pouco ou nada e marcando o golo decisivo na primeira parte do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (6)

Mancini (6)

 Smalling (7)

Ibañez (6)

 Karsdorp (6)

Sérgio Oliveira (6)

Cristante (6)

Zalewski (7)

Pellegrini (7)

 Zaniolo (6)

Abraham (8)

SUBS UTILIZADOS

Vertout (6)

Vinã (-)

Shomurodov (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Brendan Rodgers dispôs a equipa num 4-3-3, dando novamente as chaves do meio-campo a Maddison, jogador de qualidade, conjuntamente com Dewsbury-Hall, mas que hoje teve vida difícil diante uma Roma que conseguiu fechar todos os espaços possíveis.

Não houve grande interação entre o meio-campo e Barnes ou Lookman, que ao contrário da primeira mão, rematou pouquíssimas vezes, sem dar grande impulso ao ataque. Depois dos primeiros 45 minutos, os dois foram substituídos por Iheanacho e Amartey, que igualmente não fizeram a diferença.

No segundo tempo, Rodgers tentou reforçar o meio-campo, baixando Justin e apostando numa defesa a três. Contudo, o rumo do jogo não mudou e não se viram grandes ocasiões em fase de construção ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Schmeichel (5)

Ricardo Pereira (6)

Evans (5)

Fofana (5)

Justin (5)

Tielemans (5)

Maddison (6)

Dewsbury-Hall (6)

Lookman (5)

Barnes (5)

Vardy (5)

SUBS UTILIZADOS

Iheanacho (5)

Amartey (5)

Ayoze Pérez (-)

 

Rescaldo da opinião de Paola Amore.

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

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